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Baldur's Gate 3

A Larian Studios, a aclamada produtora por detrás do sucesso de Baldur's Gate 3, viu-se recentemente no centro de uma polémica inesperada relacionada com o uso de Inteligência Artificial no desenvolvimento do seu próximo jogo. Após a divulgação de informações que sugeriam uma forte aposta em IA generativa, o CEO Swen Vincke veio a público negar categoricamente que a tecnologia esteja a ser usada para substituir o talento humano.

A controvérsia surgiu na sequência do anúncio do novo jogo do estúdio, Divinity, revelado na semana passada durante a cerimónia dos The Game Awards 2025.

A polémica e a resposta "sem filtros"

A discussão acendeu-se após um relatório da Bloomberg, baseada numa entrevista com Vincke, indicar que a Larian estaria a "apostar forte" na IA generativa para desenvolver arte concetual e escrever textos provisórios. Embora o artigo mencionasse que a tecnologia não tinha trazido grandes ganhos de eficiência, a ideia de que a IA estaria a ser usada em processos criativos gerou reações negativas, incluindo de ex-funcionários, como Selena Tobin, que expressou o seu descontentamento no Bluesky.

Perante o burburinho, Swen Vincke utilizou a rede social X para clarificar a situação de forma bastante direta e apaixonada. Numa declaração no X, o CEO afirmou: "Caramba, pessoal [traduzindo a expressão 'Holy f*ck guys'], não estamos a 'apostar forte' nem a substituir artistas de conceito por IA".

Vincke explicou que, quando questionado sobre o uso de IA generativa, referiu que a utilizam apenas para "explorar coisas", tal como utilizam o Google ou livros de arte para referências. "Não disse que a usamos para desenvolver arte concetual. Os artistas fazem isso. E são, de facto, artistas de classe mundial", reforçou.

IA como ferramenta de apoio, não de criação final

Para dissipar quaisquer dúvidas sobre a filosofia do estúdio, Vincke emitiu também um comunicado à IGN, onde garantiu que a Larian não vai lançar qualquer jogo com componentes gerados por IA, nem tenciona reduzir as suas equipas para as substituir por máquinas.

Pelo contrário, o estúdio afirma estar a aumentar continuamente o seu grupo de artistas, escritores e contadores de histórias. Atualmente, a Larian conta com 23 artistas de conceito e tem vagas abertas para contratar mais. "Estes artistas criam arte concetual dia após dia para ideação e uso na produção", explicou Vincke.

A posição da Larian destaca-se num momento em que outras grandes empresas do setor, como a Krafton e a Nexon, anunciam estratégias focadas em "IA Primeiro". Para os criadores de Divinity, as ferramentas de Machine Learning (ML) servem apenas para facilitar o dia a dia e permitir que os criativos passem mais tempo a criar, e não para substituir a perícia humana. "Contratamos criativos pelo seu talento, não pela sua capacidade de fazer o que uma máquina sugere", concluiu o CEO.

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