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Disney pluto

O ano de 2026 chegou e, com ele, o tradicional Dia do Domínio Público. Para criadores de conteúdo, historiadores e entusiastas da cultura pop, isto significa que um novo lote de obras icónicas, lançadas originalmente em 1930, está agora livre das restrições de direitos de autor nos Estados Unidos. Entre as "libertações" mais notáveis deste ano, encontramos as versões originais de Betty Boop, o fiel companheiro de Mickey, Pluto, e a famosa detetive juvenil Nancy Drew.

Se procuras materiais antigos para reutilizar, remixar ou adaptar nos teus projetos, este é o momento ideal para olhar para o catálogo de 1930.

Os grandes destaques literários e cinematográficos

O Centro para o Estudo do Domínio Público da Duke Law School compilou a lista das obras que perdem a proteção de copyright este ano. A literatura e o cinema de 1930 trouxeram-nos clássicos que definiram géneros.

Na literatura, destacam-se:

  • O romance As I Lay Dying de William Faulkner;

  • The Murder at the Vicarage de Agatha Christie (a estreia da personagem Miss Marple em romance);

  • Os primeiros quatro mistérios de Nancy Drew, começando por Secret of the Old Clock;

  • A tira de banda desenhada Blondie, de Chic Young.

No cinema, obras de peso como A Oeste Nada de Novo (o filme original de Lewis Milestone) e Animal Crackers dos Irmãos Marx estão agora disponíveis. Também O Anjo Azul, protagonizado por Marlene Dietrich, entra para o domínio público.

A curiosa origem de Betty Boop e Pluto

A animação tem um papel de destaque na lista de 2026. No entanto, é preciso ter atenção às "letras pequenas" destas libertações. A Disney vê a primeira iteração do cão Pluto entrar no domínio público, especificamente a sua aparição no filme The Chain Gang, onde a personagem ainda não se chamava Pluto (era conhecido como Rover ou apenas "o cão").

O caso de Betty Boop, dos Fleischer Studios, é ainda mais peculiar. A personagem fez a sua estreia em 1930 no cartoon Dizzy Dishes, mas não com a forma humana que conhecemos hoje. Originalmente, Betty Boop era um cão — os brincos que se tornaram a sua imagem de marca começaram, na verdade, como orelhas caninas. É esta versão específica e inicial que está agora livre de direitos, e não as versões humanizadas posteriores.

Música e a era "pré-código"

Para quem procura bandas sonoras, 2026 liberta as composições musicais de 1930 e as gravações sonoras de 1925. Isto inclui clássicos intemporais como:

  • I Got Rhythm e Embraceable You de George e Ira Gershwin;

  • Dream a Little Dream of Me;

  • A gravação de The St. Louis Blues com Bessie Smith e Louis Armstrong.

É importante notar que 1930 foi um ano marcante para o cinema, situando-se na era "pre-Code". Embora o Código Hays (que impunha regras morais estritas sobre o que podia ser mostrado no ecrã) já existisse, ainda não era rigorosamente aplicado. Isto permitiu filmes mais ousados, como Morocco, onde Marlene Dietrich usa um smoking e beija outra mulher — uma cena que teria sido proibida poucos anos depois.

Oportunidade para criadores de jogos

Para os programadores e designers de jogos, esta abertura do domínio público representa uma oportunidade criativa. Já existe, inclusive, a iniciativa "Gaming Like It’s 1930 jam", que desafia os criadores a desenvolverem jogos digitais ou analógicos utilizando obras deste ano específico.

Quer seja para escrever uma nova história, criar um videojogo ou produzir música, o material de 1930 está agora à disposição de todos, pronto para ser reinventado para o século XXI.




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