1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

satélite em redor da terra

O Telescópio Espacial Hubble acaba de adicionar mais uma página fascinante à sua história de exploração cósmica, compilando uma série de imagens que funcionam como um verdadeiro álbum de família estelar. A coleção foca-se em discos protoplanetários, estruturas rotativas de gás e poeira que circundam estrelas jovens e que, eventualmente, podem dar origem a novos planetas.

Esta iniciativa visa ajudar a comunidade científica a compreender melhor os complexos processos que ditam o nascimento das estrelas e a evolução dos sistemas planetários.

Luz visível e infravermelha: duas fases da evolução

A coleção agora revelada captura oito discos distintos: quatro observados em luz visível e quatro em infravermelhos. Esta distinção não é apenas estética, mas fundamental para perceber a idade e o estado de evolução destes corpos celestes. Durante a formação estelar, o astro atrai gás e poeira para si, criando o tal disco protoplanetário que o alimenta. O material que sobra e permanece em órbita é o que poderá vir a aglutinar-se para formar planetas.

Nas imagens captadas em luz visível, estes discos aparecem como silhuetas escuras de poeira recortadas contra um fundo brilhante. Este brilho provém de nebulosas de reflexão, regiões onde o gás e a poeira são iluminados pela luz de uma estrela. Um caso curioso é o da estrela HH 390, cujo disco parece situar-se na margem da luz brilhante simplesmente porque não está a ser observado de perfil.

Por outro lado, as estrelas observadas em infravermelhos parecem estar numa fase mais precoce da sua evolução. Nestes estágios iniciais, existe um envelope espesso de poeira que cobre as estrelas, algo que a luz visível não consegue penetrar. No entanto, a luz infravermelha tem a capacidade de atravessar esta barreira, revelando o que está escondido. É por isso que este envelope está evidentemente ausente nas imagens de luz visível: a ótica tradicional não consegue ver através dessa poeira densa.

Uma viagem pelas nuvens moleculares

As imagens não são apenas um espetáculo visual, mas também um mapa de localizações específicas no nosso "bairro" cósmico. A NASA detalha que objetos como o HH 390 e o Tau 042021 encontram-se na Nuvem Molecular de Touro, a cerca de 450 anos-luz de distância. Já as estrelas visíveis na parte inferior das imagens situam-se na região de formação estelar Camaleão I, a quase 500 anos-luz.

detalhes das imagens capturadas pelo satélite

Quando olhamos para os registos em infravermelho, as distâncias aumentam consideravelmente em relação à Terra. As estrelas captadas no canto superior direito e inferior esquerdo residem na Nuvem Molecular de Orion, a aproximadamente 1.300 anos-luz. Por fim, os astros restantes localizam-se na Nuvem Molecular de Perseus, a cerca de 1.500 anos-luz de distância. Nestas imagens infravermelhas, as áreas escuras centrais correspondem aos discos protoplanetários, cujas sombras projetadas nas nuvens circundantes criam a ilusão de serem maiores do que a realidade, conforme explicado pela NASA.




Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech