
Foi em 2023 que a Sony anunciou o regresso de uma das franquias mais icónicas da Bungie, marcando o próximo capítulo para o estúdio responsável por êxitos como Halo e Destiny. Desde então, o caminho tem sido tudo menos linear, com vários obstáculos e adiamentos significativos, mas a espera está prestes a terminar. O estúdio confirmou finalmente que o seu novo extraction shooter será lançado a 5 de março de 2026.
O título estará disponível para PC, Xbox Series X|S e PlayStation 5, com as pré-encomendas já abertas em todas as plataformas. Numa estratégia agressiva para conquistar o mercado, a edição standard do jogo custará 39,99 dólares (aproximadamente 38 euros), seguindo uma abordagem de preço semelhante à do concorrente Arc Raiders.
Para os jogadores que procuram mais conteúdos, existirá uma Edição Deluxe por 59,99 dólares, que inclui cosméticos premium adicionais e o desbloqueio de um nível do passe de batalha. Quem optar pela pré-reserva terá direito a recompensas cosméticas variadas, incluindo skins para armas e emblemas de perfil. Além disso, vincular a conta do jogo a uma conta Bungie com Destiny 2 garantirá bónus extra.
Edição de Colecionador e a luta em Tau Ceti IV
Para os fãs mais dedicados, o estúdio revelou ainda uma Edição de Colecionador física, vendida através da sua loja oficial por 229,99 dólares. Este pacote robusto inclui uma estátua, emblemas colecionáveis, postais e várias recompensas digitais, conforme detalhado no anúncio oficial da Bungie.
A experiência de Marathon transporta os jogadores para o ano 2893, no planeta Tau Ceti IV. A premissa foca-se em partidas abertas onde esquadrões competem por espólio (loot), enfrentando tanto outros jogadores como ameaças controladas pela inteligência artificial. A tensão é elevada: ser eliminado significa perder todo o equipamento e itens recolhidos, que ficam disponíveis para os adversários. A única forma de garantir o progresso é extrair com segurança em pontos específicos do mapa.
Um percurso marcado por turbulência interna
O lançamento em 2026 surge após um ano de 2025 particularmente difícil para a Bungie. Após a primeira revelação de jogabilidade, o estúdio enfrentou acusações de plágio artístico, que acabou por admitir. Poucas semanas depois, o jogo foi adiado sem data definida, com a equipa a citar a necessidade de incorporar o feedback da comunidade.
A instabilidade estendeu-se à liderança, com o CEO Pete Parsons a abandonar o cargo em agosto, após 23 anos na empresa. Este cenário desenrolou-se num contexto em que a Sony, que adquiriu a Bungie por 3,6 mil milhões de dólares, reportou recentemente que o investimento não tem trazido os retornos esperados. Resta agora saber se este lançamento em março será o ponto de viragem para o estúdio no competitivo mercado dos jogos como serviço.










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