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carro elétrico com bateria em carregamento a 85%

O ano de 2025 marcou um ponto de viragem histórico na indústria dos veículos elétricos. Pela primeira vez, a implementação de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de baixo custo superou as químicas tradicionais baseadas em níquel a nível global. Esta mudança significativa, reportada pela EV Magazine com base em dados da consultora RhoMotion, sublinha não só uma alteração tecnológica, mas também o domínio contínuo da China neste setor.

Durante vários anos, os fabricantes automóveis dependeram fortemente das baterias de níquel-manganês-cobalto (NMC). Estas beneficiavam de uma cadeia de abastecimento madura e de uma densidade energética superior, o que se traduzia numa maior autonomia de condução, sendo a escolha predominante, por exemplo, no mercado norte-americano.

O fim da dependência do níquel e cobalto

As vantagens das baterias NMC, contudo, trouxeram custos elevados. As baterias ricas em níquel e cobalto são dispendiosas de extrair, têm um impacto ambiental intenso e permanecem ligadas a cadeias de abastecimento controversas, frequentemente associadas a violações de direitos humanos e laborais, com destaque para a República Democrática do Congo.

Como consequência, os fabricantes de baterias aceleraram a transição para químicas isentas de níquel, como a LFP. As empresas chinesas lideraram esta mudança, capitalizando os custos mais baixos desta tecnologia, a menor dependência de materiais problemáticos e a redução da diferença de densidade energética face às baterias NMC.

Segundo a RhoMotion, no ano passado, as baterias LFP representaram mais de metade das implementações globais em veículos elétricos. Embora as baterias NMC mantenham uma ligeira vantagem na densidade energética, os engenheiros encontraram formas de mitigar essa desvantagem através de designs cell-to-pack (célula para o pacote) e cell-to-chassis, que permitem acomodar mais células no mesmo espaço, além da otimização dos materiais do ânodo e cátodo.

China e Europa lideram a mudança

A China destaca-se de forma absoluta na adoção desta tecnologia. Entre janeiro e novembro do ano passado, mais de 80% dos veículos elétricos vendidos no país estavam equipados com baterias LFP. Este domínio não se restringe ao mercado interno, alastrando-se também aos mercados internacionais.

A Europa e a Ásia (excluindo a China) foram responsáveis por cerca de 75% do crescimento global das LFP no ano passado, um fenómeno impulsionado largamente pela entrada de veículos elétricos chineses nestes mercados. Na Europa, os fabricantes chineses atingiram um recorde de 12,8% de quota de mercado em novembro, mais do que duplicando a sua presença face ao ano anterior. Marcas como a BYD, Leapmotor e Chery registaram um crescimento robusto na região em 2025.

A gigante chinesa CATL permanece como líder incontestada no mercado LFP, sendo que cerca de um terço de todos os veículos elétricos vendidos no ano passado estavam equipados com as suas células de bateria. Para contornar tarifas e manter a proximidade com as montadoras, tanto a BYD como a CATL estão a investir fortemente na produção local na Europa, com fábricas na Hungria, Alemanha e planos para Espanha.

América do Norte segue caminho diferente

Em contraciclo, a América do Norte foi a única região a registar um declínio na utilização de baterias LFP em 2025. Os Estados Unidos bloquearam efetivamente a entrada de baterias fabricadas na China através de tarifas e regras de origem estritas, limitando a oferta de veículos com esta tecnologia.

A Tesla chegou a oferecer baterias LFP na versão base do Model 3 nos EUA, mas descontinuou essa opção em 2024 devido às tarifas. Fabricantes como a Rivian e a Ford continuam a utilizar estes pacotes nas versões base dos seus modelos, e espera-se um ressurgimento da tecnologia com a chegada de modelos mais acessíveis, como o novo Chevrolet Bolt.

No entanto, o crescimento da tecnologia LFP nos EUA deverá seguir um caminho distinto do da Europa e China. Grande parte do impulso virá da produção doméstica de sistemas de armazenamento de energia em bateria (BESS), em vez de depender exclusivamente dos veículos de passageiros. Após o fim do crédito fiscal federal de 7.500 dólares, vários fabricantes, incluindo a LG Energy Solution e a SK On, ajustaram a sua capacidade de produção para focar no mercado de armazenamento estacionário, que cresce a um ritmo superior ao dos veículos elétricos.




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