1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

Volvo EX60

O novo EX60 prepara-se para marcar o início de uma nova era para a fabricante sueca, apresentando-se como o veículo elétrico mais avançado da marca até à data. Com uma autonomia que lidera a classe, atingindo cerca de 643 quilómetros (400 milhas), e velocidades de carregamento impressionantes de até 370 kW, este modelo destaca-se não apenas pelos números, mas pela engenharia que esconde sob a carroçaria.

Quando chegar ao mercado norte-americano nesta primavera, o EX60 colocará a Volvo num grupo restrito de fabricantes, juntando-se a nomes como o Porsche Cayenne Electric e o Tesla Model Y, ao utilizar um design de bateria estrutural verdadeiramente inovador. A marca confirmou que o SUV irá adotar aquilo a que chama uma bateria "cell-to-body", uma abordagem que promete redefinir a eficiência na construção de veículos elétricos.

Anders Bell, Diretor de Engenharia e Tecnologia da Volvo Cars, explicou numa entrevista à InsideEVs que esta mudança representa um avanço arquitetónico fundamental na forma como constroem os automóveis. Segundo o responsável, trata-se de uma melhoria massiva que permite poupar muito peso e custos, fatores cruciais para conseguir baixar o preço final para o cliente e aumentar a adoção dos veículos a bateria.

Do módulo à estrutura integral

Para compreender a importância desta mudança, é necessário olhar para a forma tradicional como as baterias são construídas. Atualmente, a maioria dos fabricantes utiliza uma arquitetura baseada em módulos, onde as células individuais são agrupadas em módulos retangulares, que por sua vez são montados num pacote de bateria aparafusado ao chassis do carro. Embora seja um método flexível e comprovado, acarreta desvantagens em termos de complexidade e aproveitamento de espaço, uma vez que a estrutura modular exige mais peças e adiciona peso.

detalhes da tecnologia da bateria

Com o EX60, a marca sueca leva o conceito mais longe ao adotar a construção "cell-to-body". Neste design, o próprio pacote de bateria torna-se uma parte estrutural do veículo, suportando carga. Isto significa que secções do chão integram diretamente as células, tornando-as efetivamente parte do esqueleto do carro. Esta abordagem resulta da procura incessante pela redução de peças e peso, com a marca a optar por uniformizar a modularidade em torno de grandes células prismáticas.

Mais energia em menos espaço

A vantagem desta tecnologia torna-se evidente quando comparamos os números com o modelo topo de gama atual, o EX90. Enquanto o EX90 possui um pacote de bateria de 111 kWh (107 kWh utilizáveis) que oferece cerca de 500 km de autonomia, a versão de topo do EX60 recebe uma bateria de 117 kWh (112 kWh utilizáveis). O resultado é uma autonomia superior, num veículo que é cerca de 25 centímetros mais curto e possui uma distância entre eixos ligeiramente menor.

Este ganho de eficiência deve-se à combinação do design estrutural da bateria com a nova plataforma SPA3, que consegue acondicionar a energia de forma muito mais eficaz do que a arquitetura anterior. De acordo com a construtora, esta bateria melhora a densidade energética em 20%, reduz o peso total, utiliza menos matérias-primas e ocupa menos espaço interior. Além disso, permite um carregamento 31% mais rápido e uma redução de 37% na pegada de CO2.

Quanto à manutenção, uma preocupação comum com baterias integradas, a marca garante que não será um problema. A maioria das reparações relacionadas com baterias (mais de 90%) diz respeito à eletrónica e não às células em si. No EX60, os técnicos poderão aceder a estes componentes abrindo apenas o invólucro, evitando o processo moroso de remover o pacote inteiro do veículo, como acontece em modelos mais antigos.




Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech