
O iPhone Air foi lançado como uma das apostas mais arrojadas da Apple nos últimos anos, destacando-se não apenas pelo seu perfil extremamente fino e leve, mas também pelas escolhas de hardware controversas. A marca optou por uma bateria mais compacta, apenas uma câmara traseira, áudio mono e, numa decisão que gerou debate, a eliminação total da gaveta para cartões SIM físicos em várias regiões, forçando a transição para o eSIM.
Embora esta mudança para o digital tenha sido aceite naturalmente em mercados como os Estados Unidos, encontrou forte resistência noutras geografias onde o cartão físico ainda é rei. Foi precisamente para contornar esta limitação que um grupo de entusiastas na China decidiu abrir o equipamento e "corrigir" o que consideram ser uma falha de design.
Engenharia para recuperar o cartão físico
A comunidade de modificação de hardware na China, conhecida pela sua capacidade de alterar dispositivos da Apple, conseguiu adaptar o iPhone Air para suportar novamente um cartão SIM tradicional. A intervenção envolveu a criação de um espaço físico para o slot do cartão, que foi posicionado imediatamente ao lado da porta USB-C.
Com esta alteração, o smartphone passou a conseguir ligar-se às redes móveis e a realizar chamadas utilizando um cartão físico, comportando-se como se o suporte fosse nativo de fábrica. No entanto, num dispositivo onde cada milímetro conta, adicionar um componente extra exigiu um sacrifício considerável no interior do equipamento.
O preço a pagar pelo espaço extra
Para que o leitor de cartões coubesse no chassi ultrafino, os "modders" foram obrigados a remover o motor de vibração original do dispositivo. Este componente foi substituído por um motor de vibração substancialmente mais pequeno e menos capaz.
O resultado prático é uma degradação notável na experiência de utilização: o feedback tátil (haptics), que é uma das imagens de marca dos telemóveis da empresa, tornou-se muito mais fraco e impreciso. Esta perda afeta não só as notificações, mas também as funcionalidades de acessibilidade que dependem da resposta física do telemóvel.
O caso demonstra até que ponto alguns utilizadores estão dispostos a ir para evitar as restrições impostas pelos fabricantes, desafiando a engenharia do produto original para manter funcionalidades "antigas", conforme partilhado pelo leaker Ice Universe.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!