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Re:Nissan

A paisagem da indústria automóvel continua a transformar-se com a ascensão das marcas chinesas nos mercados globais. Desta vez, a Chery firmou um acordo para adquirir as instalações de produção da Nissan em Rosslyn, Pretória, num movimento que visa reforçar a localização da sua produção fora da China.

O negócio, anunciado esta sexta-feira, prevê que a fabricante chinesa assuma a posse dos terrenos, edifícios e ativos relacionados da fábrica, incluindo a unidade de estampagem adjacente. A transferência está prevista para ser concluída até meados deste ano, segundo a informação divulgada oficialmente pela Nissan. Um dos pontos centrais deste acordo é a garantia de emprego para a maioria da força de trabalho atual da fábrica, com a Chery a comprometer-se a oferecer condições contratuais praticamente inalteradas em relação às atuais.

Uma transição estratégica em Rosslyn

A decisão surge num contexto de desafios operacionais para a marca japonesa naquela unidade fabril. Jordi Vila, presidente da Nissan África, explicou que fatores externos tiveram um impacto significativo na utilização da fábrica de Rosslyn e na sua viabilidade futura dentro da estrutura da empresa. Nos últimos anos, a produção anual da unidade manteve-se abaixo das 25.000 unidades, um valor consideravelmente inferior ao pico de 54.000 veículos registado em 2012.

Apesar da venda das instalações de produção, a marca japonesa não vai abandonar o mercado sul-africano. A empresa continuará a comercializar os seus veículos no país e planeia lançar novos modelos durante o ano fiscal de 2026, incluindo o Nissan Tekton e o Patrol. O objetivo passa por encontrar uma solução sustentável para os colaboradores e parceiros, mantendo a presença comercial numa região onde a marca possui uma longa história.

Números que ditam a mudança

Do lado da compra, os números justificam o investimento. A Chery tem demonstrado um desempenho robusto no mercado doméstico da África do Sul, vendendo atualmente mais de 2.000 novos veículos por mês. Se considerarmos o grupo alargado, que inclui as marcas Omoda, Jaecoo e Jetour, as vendas mensais combinadas aproximam-se das 5.000 unidades.

Este movimento de expansão reflete o crescimento global do Grupo Chery, que em 2025 comercializou mais de 2,8 milhões de veículos, representando um aumento anual de 7,8%. A aposta na exportação tem sido um pilar fundamental deste crescimento, com o grupo a enviar para fora da China cerca de 1,34 milhões de veículos no ano passado, acumulando um total histórico de quase 6 milhões de automóveis exportados.




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