
A Backblaze, empresa especializada em cópias de segurança e armazenamento na nuvem, voltou a abrir o jogo sobre a saúde do seu hardware. No seu mais recente relatório anual relativo a 2025, a companhia trouxe notícias animadoras para quem preza pela segurança dos dados. A taxa de falhas anual média situou-se nos 1,36%, o que representa o melhor desempenho desde 2022 e uma descida visível face aos 1,57% registados no período anterior. Estes números resultam da análise minuciosa de mais de 344 mil unidades que, juntas, somaram mais de 115 milhões de dias de trabalho.
Os heróis da resistência nos centros de dados
No topo da tabela da fiabilidade, onde o erro não tem lugar, destacaram-se modelos da Seagate e da Western Digital. O componente Seagate ST16000NM002J de 16 TB e o Western Digital WUH722626ALE6L4 de 26 TB foram os grandes vencedores, tendo registado apenas uma falha cada durante todo o período em análise. A Toshiba também não ficou atrás nesta corrida pela sobrevivência, com o seu modelo de 16 TB, o MG09ACA16TE, a apresentar apenas três falhas num universo de milhares de unidades. Para quem procura saber quais os componentes que aguentam o "barulho das luzes" de um centro de dados sem pedir reforma antecipada, estes nomes são a referência atual.
Unidades sob pressão e o peso da idade
Contudo, nem tudo são sorrisos nos corredores da empresa de armazenamento. Alguns modelos apresentaram taxas de falha bastante superiores à média, chegando a ultrapassar os 10% no caso de uma unidade da HGST com 8 TB. É importante notar que estes discos são verdadeiros "veteranos de guerra", com cerca de sete anos e meio de operação contínua, estando já a ser retirados de circulação de forma gradual. Para além do desgaste natural, a equipa técnica suspeita que vibrações externas possam ter contribuído para o mau comportamento de certos modelos da Seagate e da Toshiba no último trimestre do ano.
O impacto dos preços no armazenamento em larga escala
Apesar da evolução tecnológica permitir capacidades cada vez maiores, o bolso dos utilizadores e das empresas poderá sentir um aperto brevemente. De acordo com os dados partilhados pela Backblaze, o custo de alguns modelos de armazenamento subiu cerca de 46% desde o final de 2025. Ainda assim, para quem precisa de guardar quantidades massivas de informação, os discos rígidos tradicionais continuam a ser a opção mais racional. Quando comparados com o custo por gigabyte dos SSD ou até com os preços praticados no mercado da RAM, os HDD mantêm o seu reinado como a solução mais económica para armazenamento bruto.












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