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Carrinha da Skoda

O arranque de 2026 não trouxe boas notícias para as fabricantes de automóveis no Velho Continente. As vendas globais caíram 3,9% em janeiro, por comparação com o período homólogo de 2025, totalizando 961 382 unidades matriculadas. Dentro das fronteiras da União Europeia, os números fixaram-se nos 799 625 veículos entregues aos clientes.

Analisando os principais mercados europeus de forma isolada, França e Alemanha sentiram os maiores recuos, ambos com descidas de 6,6%. Em sentido inverso, países como Itália, Reino Unido e Espanha conseguiram contrariar a tendência de contração, apresentando subidas de 6,2%, 3,4% e 1,1%, respetivamente.

Volkswagen segura o trono enquanto a Skoda surpreende

Apesar de uma quebra considerável de 11,2%, a Volkswagen manteve a coroa de líder destacada no mercado automóvel europeu, somando 100 228 automóveis comercializados no primeiro mês do ano. O grande destaque, no entanto, vai para a marca checa pertencente ao mesmo grupo automóvel.

A Skoda não só cresceu 10,1% nas vendas — a maior subida entre o topo da tabela —, como conseguiu o feito de destronar a Toyota do cobiçado segundo lugar. Com 64 967 unidades matriculadas, deixou a rival nipónica para trás por uma margem de mais de mil viaturas. A fabricante japonesa fechou assim o pódio com 63 801 veículos, refletindo um tombo de 11,8% face a janeiro de 2025.

Imediatamente a seguir surgem a BMW e a Peugeot, ambas com resultados negativos de 8,7% e 2,9%. No resto do topo da tabela, o cenário manteve-se pouco animador para a maioria. Renault e Mercedes-Benz foram as únicas marcas, além da Skoda, a fechar o mês no verde, com aumentos de 4,4% e 2,8%. A Audi conseguiu manter os números praticamente inalterados com um deslize marginal de 0,5%, enquanto a Kia e a Hyundai sofreram recuos, destacando-se a quebra expressiva de 19,9% da marca sul-coreana.

A escalada da BYD e os contrastes fora do pódio

Longe das dez marcas mais vendidas, os contrastes no desempenho comercial são ainda mais notórios. A gigante chinesa BYD protagonizou um impressionante salto de 165% face a janeiro do ano passado, entregando 18 242 automóveis na Europa. Marcas como a Alpine, FIAT e Lancia também celebraram desempenhos robustos neste início de ano, com subidas de 65,2%, 24,6% e 22%.

O oposto absoluto viveu-se nos escritórios da Jaguar, com as vendas a evaporarem-se numa queda abrupta de 99,4%. Dacia e Mitsubishi também sofreram cortes severos nas matrículas, na ordem dos 35%. Por sua vez, a Tesla manteve a trajetória descendente já registada no ano passado, com 8075 unidades comercializadas, o que representa uma contração de 17%.

No que diz respeito aos grandes grupos automóveis, a Stellantis conseguiu um avanço de 6,7%, um resultado bastante positivo num mês onde conglomerados como o Grupo Renault (-15%), Toyota (-13,4%), Hyundai (-12,5%), BMW (-5,7%) e o próprio Grupo Volkswagen (-3,8%) viram os seus números recuar, de acordo com o relatório publicado pela ACEA.

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