
A forma como os portugueses escolhem o que comprar está a passar por uma transformação profunda. De acordo com um estudo recente, mais de 65% dos consumidores em Portugal já utilizam ferramentas de inteligência artificial para apoiar as suas decisões de compra, assinalando a emergência do chamado consumidor algorítmico.
Ascensão do consumidor algorítmico e literacia de consumo
As conclusões do relatório, divulgado pela Consumers Trust Labs, revelam que a IA deixou de ser uma mera curiosidade tecnológica para se tornar um instrumento de proteção. Ferramentas como o ChatGPT ou o Gemini são agora usadas por 65,1% dos inquiridos para validar a reputação de marcas e escapar à influência da publicidade tradicional.
O estudo indica que esta tecnologia está a reforçar a autonomia de escolha, com 72,2% dos participantes a afirmarem que a IA melhorou o seu comportamento de consumo. Ao incentivar uma pesquisa mais minuciosa e a prevenção de riscos, estes algoritmos estão a contribuir diretamente para uma maior literacia de consumo em Portugal.
Qualidade dos dados e o declínio da publicidade tradicional
Apesar do entusiasmo, a confiança nesta tecnologia não é cega. Cerca de 76,6% dos consumidores consideram fundamental que a IA seja alimentada por factos reais e casos concretos. Existe ainda uma preferência clara por dados verificáveis: 63,3% dos inquiridos admitem confiar mais nas respostas da inteligência artificial quando estas utilizam informações provenientes do Portal da Queixa.
Este novo cenário coloca a publicidade convencional num plano secundário. Cerca de 76% dos consumidores portugueses dependem agora mais de informação imparcial e experiências reais do que de anúncios para decidir onde gastar o seu dinheiro. Segundo Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa, a IA funciona atualmente como um escudo, garantindo que a transparência e a reputação pública se sobreponham às mensagens promocionais.












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