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placa de hardware da nvidia para IA

O ano de 2026 apresenta-se como um momento decisivo para a gigante dos processadores. Depois de dominar o mercado com os chips H200, a empresa decidiu alterar o rumo das suas operações. Segundo as informações avançadas pelo Financial Times, a marca deu ordens à TSMC para iniciar o fabrico em massa da plataforma de nova geração para inteligência artificial, conhecida como Vera Rubin. O motivo desta decisão prende-se com a perda de confiança no mercado chinês.

A transição para uma nova plataforma

Embora o equipamento anterior tenha sido um sucesso de vendas devido à sua relação entre preço e potência, a exigência dos novos modelos de inteligência artificial forçou uma evolução. Clientes de peso exigem soluções mais robustas para os seus centros de dados, e a NVIDIA optou por acelerar o fornecimento do novo hardware em vez de continuar focada na geração antiga.

A diferença entre as duas arquiteturas é notória. Enquanto o H200 funciona como uma unidade de processamento gráfico tradicional para servidores, a plataforma Vera Rubin atua quase como um centro de dados completo. Este novo sistema combina processadores e gráficas para funcionar como um único acelerador à escala de bastidor, oferecendo uma largura de banda imensa que reduz os custos de inferência em modelos de biliões de parâmetros.

A desilusão com o mercado chinês

A antecipação pela produção da nova linha foi atrasada pelas negociações com a China. Jensen Huang, o diretor executivo da empresa, passou meses a tentar aliviar as restrições de exportação impostas por Washington. O governo dos Estados Unidos acabou por ceder, aplicando uma taxa alfandegária de 25%, o que levou ao reinício das linhas de produção para responder à procura asiática.

No entanto, as expectativas não se concretizaram. A diretora financeira da empresa confirmou recentemente que, apesar de algumas aprovações para clientes na China, ainda não foram geradas receitas. Ao mesmo tempo, o mercado local prefere investir em alternativas de baixo custo e no desenvolvimento de componentes próprios através de empresas como a SMIC e a Huawei.

Com um encontro agendado para o final de março entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, os controlos de exportação voltarão a ser debatidos. Contudo, reverter as linhas da TSMC novamente para os modelos mais antigos demoraria cerca de três meses, o que torna o processo complexo.

O papel vital das novas memórias

No meio desta transição tecnológica, a Samsung surge como uma das grandes beneficiadas. A fabricante completou o desenvolvimento da sua memória HBM4 de nova geração, cumprindo os padrões exigidos para ser integrada nos sistemas Vera Rubin. A produção em massa destes componentes já se encontra em curso.

O interesse da indústria pelo novo hardware é generalizado. Empresas como a Microsoft, Amazon Web Services, OpenAI, Mistral e Anthropic continuam a depender destas soluções, enquanto marcas como Dell, Lenovo, Oracle e IBM anunciaram novos sistemas baseados no Vera Rubin no CES deste ano. As primeiras amostras já foram enviadas a parceiros, com o lançamento total a ocorrer entre o final deste ano e 2027.

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