
A transição para a mobilidade totalmente elétrica continua a dar frutos para a fabricante automóvel alemã. Segundo informações reveladas pela BMW Group, a fábrica de Debrecen, na Hungria, já passou a operar em regime de dois turnos para dar resposta à forte procura pelo seu mais recente SUV elétrico, o iX3.
Esta decisão vem confirmar as indicações anteriores da empresa sobre o sucesso do primeiro modelo da linha Neue Klasse. Oliver Zipse, atual diretor executivo que passará a presidência do conselho de administração a Milan Nedeljković após a assembleia geral de maio, destacou que as encomendas estão preenchidas para grande parte do ano. O responsável sublinhou ainda que a adesão superou as expectativas tanto no mercado de particulares como no de frotas, atraindo até novos clientes que nunca tinham conduzido um BMW antes.
O calendário de lançamentos e a aposta na eletrificação
O percurso comercial do iX3 tem sido pautado por um ritmo acelerado. Apresentado mundialmente em setembro de 2025, o veículo entrou em produção na unidade húngara logo no mês seguinte. As primeiras entregas ocorreram em janeiro deste ano, culminando agora na chegada oficial aos concessionários no início de março.
A marca não pretende abrandar e já prepara o lançamento do novo i3, uma berlina elétrica equivalente à popular Série 3. Este modelo, que será construído na fábrica de Munique, tem a sua revelação de design marcada para a próxima semana, estando a passagem para a produção em série planeada para a segunda metade de 2026.
Resultados financeiros refletem estabilidade no mercado global
A par do anúncio sobre a produção, a empresa divulgou os resultados relativos ao ano fiscal de 2025. O grupo registou um resultado antes de impostos superior a dez mil milhões de euros, mantendo o lucro na casa dos sete mil milhões de euros, um valor que iguala o desempenho do ano anterior. A margem EBIT fixou-se nos 7,7%, o que demonstra uma resiliência notável face aos desafios do setor.
Apesar dos lucros consistentes, a faturação global sofreu uma ligeira contração de 6,3%, atingindo os 133,45 mil milhões de euros. Esta descida reflete a intensa concorrência na indústria, particularmente no mercado da China, e o impacto negativo das flutuações cambiais de moedas como o dólar norte-americano, o won coreano e o renminbi chinês.
No que toca ao investimento no futuro, a marca direcionou 8,32 mil milhões de euros para investigação e desenvolvimento. Este montante foi aplicado, na sua grande maioria, na digitalização e eletrificação transversal a toda a frota de veículos, englobando o desenvolvimento da gama Neue Klasse, onde se incluem o iX3 e os sucessores do X5 e da Série 7.












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