
A empresa espacial Blue Origin oficializou a intenção de criar um sistema orbital de centros de dados vocacionado para a inteligência artificial. Através de um documento formal submetido à Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos, a entidade solicitou autorização para colocar 51.600 satélites em órbita. Esta iniciativa, de acordo com o que foi reportado pelo Wall Street Journal e pelo SpaceNews, visa operar uma constelação capaz de fornecer alta capacidade de processamento para tecnologias emergentes.
O Projeto Sunrise e a sua infraestrutura
Batizado como Project Sunrise, o plano dita que os satélites serão posicionados em órbitas sincronizadas com o sol, a altitudes compreendidas entre os 500 e os 1800 quilómetros (311 a 1118 milhas). A estrutura da constelação será dividida em várias camadas, cada uma albergando entre 300 a 1000 satélites, separados por distâncias de aproximadamente 5 a 10 quilómetros entre si.
Para garantir a operação contínua, todos os equipamentos estarão providos de painéis solares para recolher energia diretamente do sol. A Blue Origin argumenta que a criação deste centro de dados orbital reduz o custo marginal da capacidade de processamento quando em comparação com as alternativas terrestres. Ao tirar partido da energia solar, o sistema elimina a dependência de infraestruturas físicas no solo e contorna a necessidade de ligação às redes elétricas tradicionais.
Vantagens para a evolução tecnológica
No seu processo, a empresa detalha que o Project Sunrise permite que as organizações norte-americanas que desenvolvem e operam sistemas de IA prosperem com maior facilidade. A infraestrutura acelera os avanços práticos nas áreas da aprendizagem automática, desenvolvimento de sistemas autónomos e análise preditiva de grande escala.
A concorrência além do planeta terra
Com este pedido submetido à FCC, a Blue Origin assume oficialmente o seu papel ao lado da SpaceX na lista de empresas que procuram levar a capacidade de processamento maciço para o espaço. Em janeiro, a SpaceX também submeteu um requerimento à FCC para a implementação de uma constelação composta por 1 milhão de satélites. Na altura, a empresa justificou a sua ambição afirmando que os centros orbitais representam a via mais eficiente para responder à procura exponencial por poder de computação exigido pela inteligência artificial.












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