
O novo MacBook Neo tem gerado discussão devido aos seus 8 GB de memória partilhada, um valor que muitos consideram escasso nos dias que correm. No entanto, este equipamento desenhado para ser acessível e orientado para tarefas diárias mostra que a otimização de software pode falar mais alto do que os números em bruto.
Segundo os testes detalhados num vídeo do canal Hardware Canucks, o portátil foi levado ao limite num cenário real de utilização. O objetivo era perceber se esta capacidade seria suficiente para o utilizador comum ou se o computador iria ceder sob grande pressão. O resultado final mostra uma máquina bastante competente, embora com compromissos evidentes em áreas secundárias, como a velocidade da porta USB-C (limitada à norma antiga de 480 Mb/s), a ausência de retroiluminação no teclado e a qualidade dos altifalantes.
O teste extremo de multitarefa
Para avaliar a fundo a capacidade da máquina, foram abertas 60 aplicações em simultâneo. De forma surpreendente, o sistema operativo conseguiu manter tudo a funcionar fluidamente, inclusive com a reprodução de um vídeo a decorrer em pano de fundo. Para colocar este feito em perspetiva, a mesma carga de trabalho foi aplicada num portátil Lenovo Legion focado no mercado de videojogos e equipado com uns generosos 32 GB de memória. O resultado mostrou que o equipamento com Windows 11 acabou por colapsar e exibir um ecrã negro.
Esta diferença substancial prende-se com a forma como a Apple gere os recursos de hardware. O macOS utiliza um gráfico de pressão de memória para informar o utilizador: se estiver a verde, o sistema opera de forma ideal; a amarelo, começa a necessitar de mais recursos; e a vermelho indica uma clara falta de capacidade. Em vez de manter espaço vazio sem uso, o sistema tenta rentabilizar o máximo disponível para agilizar processos. Durante a avaliação efetuada, o sistema da maçã registou um consumo total de apenas 7,24 GB, enquanto a máquina da Lenovo disparou para os 27,1 GB. O ecossistema da Microsoft tem a tendência de utilizar mais espaço para manter elementos pré-carregados, visando beneficiar utilizadores intensivos.
O portal The Verge também corroborou estas conclusões nos seus próprios ensaios, indicando que o computador é muito competente na gestão de documentos e navegação web. Ao forçar o sistema com mais de 60 separadores do Chrome, somados a diversas ferramentas abertas em simultâneo, regista-se apenas uma perda de fluidez ao trocar entre os vários ambientes de trabalho virtuais, provando que é preciso fazer uma utilização anormal para sentir uma real perda de desempenho.
Limitações em aplicações criativas
Apesar da excelente gestão em trabalho de escritório e multitarefa ligeira, a realidade muda de figura quando entramos no campo da edição pesada. Durante a utilização do Photoshop, começam a notar-se pequenos atrasos ao ampliar imagens. No Lightroom, a aplicação de redução de ruído nas fotografias pode demorar cerca de um minuto por cada ficheiro. Já no DaVinci Resolve Studio, é perfeitamente possível editar vídeos 4K da Sony e reproduzir conteúdo a 30 fotogramas por segundo, mas não se devem esperar resultados de processamento instantâneos.
Para utilizadores que procuram um desempenho fulminante e sem interrupções nestas plataformas profissionais, este equipamento mais económico acaba por ficar aquém. Nestes cenários, a transição para um MacBook Air com o chip M5 e 16 GB acaba por ser a opção lógica, garantindo não só um aumento considerável de poder de processamento, mas também ecrãs maiores, e um melhor teclado e painel tátil. Ainda assim, com a atual escalada de preços no mercado dos computadores, esta aposta de entrada de gama torna-se uma alternativa sólida para quem não direciona a sua utilização para os videojogos ou para o trabalho audiovisual intensivo.












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