
Os principais diretores executivos das gigantes tecnológicas norte-americanas vão aconselhar diretamente a Casa Branca sobre as políticas de ciência e tecnologia. De acordo com o comunicado oficial da Casa Branca e os detalhes avançados pelo The Wall Street Journal, nomes de peso como Mark Zuckerberg e Jensen Huang passam a integrar o painel de consultores do presidente Donald Trump.
O novo leque de conselheiros da Casa Branca
A mais recente iteração do Conselho de Consultores do Presidente em Ciência e Tecnologia (PCAST) conta com 13 membros, existindo a possibilidade de expansão até aos 24 elementos. Entre os escolhidos estão Mark Zuckerberg, Jensen Huang, Michael Dell e Larry Ellison, que lideram respetivamente a Meta, a NVIDIA, a Dell e a Oracle. A este leque juntam-se ainda Sergey Brin, cofundador da Google, a diretora executiva da AMD, Lisa Su, e o investidor Marc Andreessen, conhecido por ter apoiado financeiramente a campanha presidencial.
O conselho é copresidido por David Sacks, o atual responsável da Casa Branca para as áreas da inteligência artificial e criptomoedas, e pelo conselheiro científico Michael Kratsios. O objetivo principal do grupo, segundo a administração, é focar-se nas oportunidades e nos desafios que as tecnologias emergentes trazem para a força de trabalho norte-americana, garantindo a prosperidade naquilo a que chamam a Idade de Ouro da Inovação. Zuckerberg já reagiu à nomeação, afirmando sentir-se honrado por trabalhar com outros líderes do setor para garantir que os Estados Unidos se mantenham como a principal potência mundial na inteligência artificial.
Interesses e ligações à atual administração
A criação do PCAST remonta a 2001, através de uma ordem executiva assinada por George W. Bush, e tem contado historicamente com o contributo de executivos de renome. Durante a presidência de Barack Obama, o painel incluiu nomes como Eric Schmidt, enquanto o primeiro mandato de Donald Trump contou com Bob Iger, antigo líder da Disney. Lisa Su, por sua vez, também marcou presença no painel durante a administração de Joe Biden.
A entrada destes executivos no conselho surge num momento em que as respetivas empresas têm um interesse pessoal e profissional direto nas futuras regulamentações federais que ditarão o ritmo do mercado. É de notar que a Meta, a Google e Jensen Huang contribuíram financeiramente para a construção do salão de baile da Casa Branca. Além disso, três destas gigantes doaram um milhão de dólares cada uma para o comité responsável pela segunda tomada de posse de Donald Trump.
As ligações estendem-se também a Larry Ellison, cuja família tem construído um império mediático que envolve a Paramount e a Warner Bros. Discovery. A Oracle foi uma das principais empresas a apoiar a aquisição da versão norte-americana do TikTok, um negócio aprovado pelo presidente através de uma ordem executiva. Segundo os relatórios mais recentes de março deste ano, a atual administração vai receber dez mil milhões de dólares pela mediação dessa compra.












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