
O governo indiano decidiu dar um novo fôlego à mobilidade sustentável com o alargamento do programa de incentivos PM E-DRIVE. Esta medida, confirmada pelo Ministério das Indústrias Pesadas, estende os prazos para a submissão de candidaturas a subsídios, focando-se especialmente nos veículos de duas rodas e nos populares riquixás elétricos que dominam as cidades do país. Segundo os detalhes avançados pelo Times of India, o apoio aos veículos de duas rodas estará agora disponível até 31 de julho de 2026, enquanto os veículos de três rodas e carrinhos elétricos ganharam uma extensão ainda maior, prolongando-se até março de 2028.
Novas datas e ajustes no orçamento do programa
O programa PM E-DRIVE, lançado originalmente em setembro de 2024, conta com um orçamento robusto de aproximadamente 1,2 mil milhões de euros (109 mil milhões de rupias). Embora o montante global se mantenha inalterado, o governo procedeu a uma redistribuição estratégica das verbas para garantir que os fundos sejam totalmente aproveitados. Curiosamente, o financiamento direto para os e-rickshaws sofreu um corte acentuado, passando de 215 milhões de euros para apenas cerca de 5,6 milhões de euros, de forma a dar mais flexibilidade a outros segmentos com maior procura, como os triciclos da categoria L5.
Este plano de incentivos é bastante abrangente, cobrindo não só as duas e três rodas, mas também camiões, autocarros e ambulâncias com bateria elétrica, além de infraestruturas de carregamento. No entanto, há uma exclusão notável: os carros de passageiros elétricos continuam fora deste pacote de benefícios governamentais.
Regras e limites para os incentivos financeiros
Para quem procura adquirir um veículo elétrico de duas rodas na Índia, o subsídio estatal é calculado com base na capacidade da bateria, oferecendo cerca de 28 euros por kWh. Contudo, existe um teto máximo de 56 euros por veículo, e o preço de fábrica do modelo não pode ultrapassar os 1.700 euros (150.000 rupias). Estas condições visam manter o foco em veículos acessíveis para a grande massa da população, com uma quota máxima de quase 2,5 milhões de unidades a serem subsidiadas.
No caso dos riquixás elétricos, o apoio por kWh é idêntico, mas o valor máximo por veículo sobe consideravelmente para os 140 euros, refletindo a importância destes transportes na economia local. Para serem elegíveis, estes veículos não podem custar mais de 2.800 euros à saída da fábrica. Em ambos os casos, o governo impõe uma regra de salvaguarda: o subsídio nunca poderá exceder 15% do preço de fábrica do veículo, garantindo que o apoio estatal é proporcional ao investimento do consumidor.












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