
A Eidos Montreal, produtora conhecida pela série Deus Ex, anunciou o despedimento de 124 membros da sua equipa e a saída do diretor do estúdio, David Anfossi. Esta decisão marca mais um momento difícil para a empresa detida pelo Embracer Group, dando continuidade a uma série de cortes que têm afetado a estrutura de forma consecutiva nos últimos anos.
A confirmação destas mudanças estruturais foi partilhada através de uma publicação no LinkedIn da Eidos Montreal, onde a empresa descreve o momento atual como um dia muito complicado, resultante da necessidade de adaptar a produção e concentrar esforços para que a produtora consiga manter a sua eficácia nas áreas de desenvolvimento.
Mudanças na liderança e foco nos projetos
Para além da redução da força de trabalho, que afeta diretamente as equipas de produção e suporte, a saída de David Anfossi representa o fim de uma era. O executivo abandona a produtora após 19 anos de ligação à empresa, período durante o qual acompanhou o desenvolvimento de títulos marcantes como Deus Ex: Human Revolution, Mankind Divided, Marvel's Guardians of the Galaxy e Shadow of the Tomb Raider.
Recentemente, a estrutura tinha também atuado como suporte técnico e de produção para projetos externos, auxiliando a Xbox e a Microsoft em videojogos de grande orçamento, como Grounded 2 e o novo Fable.
Uma onda contínua de reduções no estúdio
O percurso recente da Eidos Montreal tem sido pautado por reestruturações anuais drásticas. A empresa, que foi vendida pela Square Enix ao Embracer Group em 2022 por 300 milhões de dólares, enfrenta agora a sua terceira grande redução de pessoal em três anos. Em 2024, a produtora já tinha dispensado 97 funcionários, altura em que cancelou o desenvolvimento de um novo projeto focado na franquia Deus Ex. Posteriormente, durante o ano de 2025, o Embracer Group eliminou mais 75 cargos no estúdio canadiano.
A administração sublinha que a decisão de dispensar estes 124 profissionais não reflete qualquer falta de talento ou dedicação da equipa, garantindo que a prioridade imediata passa por apoiar os trabalhadores afetados de forma respeitosa. Até ao momento, a Eidos Montreal não partilhou dados oficiais sobre o número total de funcionários que permanecem nas instalações, não revelou detalhes sobre os projetos atualmente em desenvolvimento, nem anunciou quem irá assumir o cargo de direção deixado por Anfossi.












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