
A gigante das pesquisas decidiu expandir as suas exigências tecnológicas para os relógios inteligentes. Conforme anunciado no blogue oficial de programadores, o requisito de fornecer código a 64 bits, que já era obrigatório nos telemóveis há vários anos, vai agora abranger todas as novas aplicações e atualizações no ecossistema Wear OS. A medida procura alinhar os dispositivos de pulso com os padrões de desempenho e segurança atuais do mercado.
O fim gradual dos 32 bits na plataforma
De acordo com a nova política, qualquer nova aplicação ou atualização que inclua código nativo terá de disponibilizar obrigatoriamente versões de 64 bits, em complemento às tradicionais versões de 32 bits, para ser publicada no Google Play. Os programadores que não cumprirem esta diretriz ficarão bloqueados e impedidos de enviar novas versões através da Play Console.
Apesar desta imposição para os novos envios, o suporte contínuo aos dispositivos de 32 bits não vai ser cortado de imediato. A empresa tecnológica clarificou que a política relativa aos equipamentos mais antigos permanece inalterada, embora a mudança levante questões sobre durante quanto mais tempo essa realidade se manterá. A boa notícia é que a grande maioria dos criadores já fez esta transição e possui versões compatíveis prontas a usar, sendo que o esforço para a adaptação é considerado mínimo.
O que muda para os programadores
Para a vasta maioria dos projetos desenvolvidos em linguagens não nativas, como o Kotlin e o Java, não será necessário realizar qualquer alteração direta no código para atingir a compatibilidade. No entanto, as equipas de desenvolvimento devem ter especial atenção às dependências e aos kits de desenvolvimento de terceiros, uma vez que estes podem introduzir código nativo de forma camuflada.
Para avaliar e facilitar este processo, é recomendado o uso da ferramenta de análise de pacotes integrada no Android Studio. Os especialistas devem procurar por ficheiros com a extensão .so no interior das pastas de biblioteca do projeto, assegurando que as versões para 32 e 64 bits estão separadas nas respetivas diretorias exigidas pela arquitetura ARM.
O anúncio foi feito com a devida antecedência para garantir uma janela de transição de seis meses. A aplicação destas novas regras entra em vigor de forma restrita em setembro de 2026, pelo que os criadores de software têm até lá para garantir a total conformidade dos seus projetos.












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