
A Apple expandiu a disponibilidade da atualização de segurança 18.7.7 para o iOS, permitindo que um maior número de utilizadores proteja os seus equipamentos contra o perigoso kit de exploração DarkSword. Lançada a 1 de abril de 2026, esta correção visa blindar dispositivos mais antigos ou utilizadores que optaram por não transitar para as versões mais recentes do sistema operativo.
A ameaça do DarkSword e os grupos envolvidos
Descoberto em março por investigadores da Lookout, iVerify e Google Threat Intelligence, o DarkSword visa versões do sistema compreendidas entre a 18.4 e a 18.7. O ataque baseia-se num conjunto de seis vulnerabilidades específicas, identificadas como CVE-2025-31277, CVE-2025-43529, CVE-2026-20700, CVE-2025-14174, CVE-2025-43510 e CVE-2025-43520.
Ao contrário do que é habitual em falhas desta natureza, que tendem a ser usadas em campanhas de espionagem muito direcionadas, este kit teve uma utilização generalizada. Entre os responsáveis identificados estão a empresa turca de vigilância comercial PARS Defense, o grupo UNC6748 e a UNC6353, suspeita de atividades de espionagem russa.
O objetivo central destes ataques passa por infetar os equipamentos com software malicioso especializado na extração de informação. Foram identificadas três famílias de ameaças nestas investidas: o GhostBlade, um infostealer agressivo desenvolvido em JavaScript; o backdoor GhostKnife; e o GhostSaber, capaz de executar código remotamente e roubar dados.
A urgência em aplicar as correções aumentou no último mês, depois de um investigador ter publicado o código do DarkSword no GitHub, abrindo a porta para que um número ainda maior de piratas informáticos pudesse atacar dispositivos vulneráveis.
Dispositivos suportados pela nova versão
A empresa já tinha começado a corrigir estas falhas em julho de 2025 com o lançamento da versão 18.6. Contudo, no final desse mesmo ano, deixou de fornecer estas atualizações de segurança aos modelos mais recentes que já suportavam a transição para o iOS 26.
Esta decisão deixou muitos utilizadores que preferiram manter a versão antiga desprotegidos face às vulnerabilidades descobertas em 2026, visto que apenas o iPhone XS, XS Max e XR tinham recebido a versão 18.7.6. Agora, para mitigar o risco crescente, a lista de equipamentos elegíveis foi largamente expandida.
A atualização abrange agora todos os modelos do iPhone 11, 12, 13, 14, 15 e 16, além do iPhone 16e e do iPhone SE de segunda e terceira gerações. No segmento dos tablets, a proteção estende-se ao iPad mini de quinta geração (A17 Pro), iPad de sétima geração (A16), iPad Air da terceira à quinta geração, iPad Air M2 e M3 de 11 e 13 polegadas, bem como a diversas gerações do iPad Pro, incluindo as recentes variantes com o processador M4.
Os utilizadores que mantenham as atualizações automáticas ativadas nos seus equipamentos receberão as mais recentes proteções de forma transparente, garantindo a segurança dos seus dados contra esta ameaça.












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