
A NVIDIA está a realizar ajustes de peso no seu calendário de produção para 2026. De acordo com as estimativas partilhadas pela TrendForce, a arquitetura Vera Rubin vai perder protagonismo, obrigando a marca a prolongar a aposta na geração Blackwell para manter o ritmo do mercado.
O mercado de processamento para IA de gama alta continua a crescer, mas as previsões anuais sofreram um ligeiro corte, passando de 26,8% para cerca de 26%. A grande responsável por esta travagem é a família Vera Rubin, que enfrenta o risco de atrasos devido a uma série de desafios técnicos que se acumularam nos últimos tempos.
Os quatro desafios da arquitetura Rubin
O primeiro grande entrave prende-se com a validação das novas memórias HBM4, um processo que exige mais tempo do que o inicialmente estipulado para que tudo funcione com normalidade. A somar a isto, existe uma complexa mudança na interligação de rede, que transita do padrão CX8 para o CX9.
Como se não bastasse, os níveis de consumo energético estão a revelar-se bastante mais elevados, o que nos leva ao quarto desafio: a urgência em otimizar o desempenho com soluções de arrefecimento líquido mais avançadas. Estes não são problemas isolados, mas sim uma acumulação de fatores simultâneos que forçaram a empresa a reduzir o ritmo desta geração para 2026.
Blackwell ganha terreno para salvar o ano
Com a nova arquitetura a exigir mais tempo de laboratório, a produção tem de continuar a fluir. É aqui que a plataforma Blackwell entra em cena como a grande salvadora de 2026. As previsões apontam agora para que estas gráficas representem uns impressionantes 71% do total de envios de gama alta, um salto significativo face aos 61% esperados anteriormente. Esta subida será impulsionada sobretudo pela linha GB300 e B300. Os modelos GB200 e B200 terão um volume menor, mas vão continuar a sustentar os envios na segunda metade de 2026 para clientes mais sensíveis ao preço.
Por outro lado, a linha Rubin vê a sua fatia de mercado encolher consideravelmente, caindo dos 29% previstos para os 22%. Trata-se de uma quebra de sete pontos percentuais precisamente no segmento mais importante da empresa.
A geração Hopper também não escapa aos ajustes, vendo a sua quota recuar dos 10% para os 7%. Esta queda reflete a incerteza em torno do modelo H200 e as contínuas tensões políticas entre os Estados Unidos e a China. No entanto, o foco principal recai sobre a necessidade de extrair o máximo potencial de tecnologias já maduras, enquanto as pontas soltas da próxima inovação de ponta são definitivamente resolvidas.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!