
A Google anunciou medidas drásticas contra os sites que recorrem ao sequestro do botão de retroceder, uma prática abusiva que impede os utilizadores de voltarem facilmente à página anterior. De acordo com as informações detalhadas no blog oficial de programadores da Google, esta ação passa a ser considerada uma violação explícita das políticas de práticas maliciosas da empresa, visando limpar os resultados de navegação de esquemas enganosos.
Como funciona a manipulação do histórico
Certamente já vivenciaste esta situação frustrante, especialmente durante a navegação num telemóvel. Ao tentares fechar uma página e regressar aos resultados da tua pesquisa, o navegador redireciona-te para um portal completamente diferente, muitas vezes repleto de publicidade indesejada ou ligações de afiliados. Este fenómeno ocorre porque alguns programadores web, ou até mesmo redes de anúncios publicitários, utilizam código JavaScript para adulterar a pilha de histórico do teu navegador.
A Google detetou um aumento acentuado deste tipo de comportamento recentemente, o que motivou a implementação desta nova regra. Os proprietários de plataformas online têm agora um prazo de cerca de dois meses, com limite estabelecido até ao dia 15 de junho de 2026, para removerem qualquer script que interfira com o histórico dos visitantes. Esta exigência obriga também a uma revisão minuciosa de todos os códigos de terceiros e redes de publicidade instalados. Quem não cumprir a norma enfrentará consequências severas, que podem incluir ações manuais por spam ou a despromoção direta nos resultados do motor de busca.
O combate contínuo contra o spam
Esta nova política junta-se a um conjunto de outras medidas rigorosas que a gigante tecnológica tem vindo a implementar ao longo dos últimos dois anos. Um exemplo claro é a tática conhecida como SEO parasita, onde um portal com elevada autoridade aluga uma secção do seu domínio a terceiros para alojar conteúdos de baixa qualidade ou totalmente irrelevantes. Os infratores aproveitam-se da forte reputação do anfitrião para obterem classificações mais altas de forma artificial.
O combate a esta prática teve início em março de 2024 e recebeu uma atualização quase um ano depois, esclarecendo que a infração se mantém mesmo que o site principal alegue ter controlo editorial sobre o material publicado. Adicionalmente, foi também anunciada uma norma a 5 de março de 2024 para travar o abuso de domínios expirados. Neste esquema, entidades compram endereços antigos que mantêm uma boa reputação e preenchem-nos com artigos de fraco valor, aproveitando a autoridade passada para promover produtos questionáveis.












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