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Tesla logo em traseira de carro

A Tesla está a lançar uma nova versão da sua aplicação focada na condução autónoma, desenhada para facilitar a subscrição do software Full Self-Driving (FSD) e oferecer estatísticas detalhadas aos utilizadores. Segundo uma publicação partilhada pela empresa no X, a atualização introduz um elemento de gamificação, permitindo aos condutores acompanhar as suas sequências de utilização diária e a forma como interagem com o sistema.

Gamificação e facilidade de acesso no ecrã

O sistema avançado de assistência ao condutor, conhecido como FSD (Supervised), foi inicialmente lançado em fase beta no final de 2020. Desde então, tem recebido atualizações regulares para corrigir falhas, melhorar a fiabilidade e otimizar o seu desempenho nas estradas. O software, que exige o pagamento de uma mensalidade de cerca de 90 euros (99 dólares), é capaz de assumir manobras de condução como o controlo da direção, mudanças de faixa e estacionamento. Importa notar que a tecnologia ainda exige a supervisão ativa do condutor, o que significa que os veículos equipados com o software não são totalmente autónomos.

Com a nova aplicação, a marca pretende simplificar o processo de adesão. Enquanto anteriormente os proprietários precisavam de navegar por vários menus no ecrã do carro ou no telemóvel para subscrever o FSD, agora será possível fazê-lo com apenas um toque. No entanto, esta novidade traz uma limitação importante: a funcionalidade apenas se encontra disponível para os proprietários de veículos equipados com o processador A14, correspondente ao Hardware 4.0 do FSD, que começou a ser integrado nos automóveis em janeiro de 2023.

A visão de liderança e a expansão global

Uma vez ativada, a nova secção da aplicação vai muito além do que os condutores estão habituados a ver atualmente. A atualização passa a exibir gráficos detalhados, incluindo um formato de barras com a percentagem de utilização do FSD em comparação com os quilómetros totais percorridos. Além disso, o sistema regista e exibe as sequências de dias consecutivos em que a funcionalidade foi utilizada.

Esta mudança estratégica surge num momento em que o CEO Elon Musk tenta posicionar a fabricante como uma potência de inteligência artificial e robótica, afastando-se do rótulo de simples construtora automóvel. O sucesso do FSD é crucial para esta missão, sendo que atingir a meta de 10 milhões de subscrições ativas até 2035 é um dos objetivos de produto necessários para que o executivo receba a totalidade do seu pacote salarial, avaliado em perto de 900 mil milhões de euros (um bilião de dólares).

Atualmente, o FSD (Supervised) encontra-se disponível em diversos mercados, incluindo os Estados Unidos, China, Austrália, Canadá, México, Nova Zelândia, Porto Rico e Coreia do Sul. Mais recentemente, a 10 de abril, o regulador neerlandês RDW aprovou a utilização e os testes do produto, marcando um passo importante para a expansão da tecnologia na Europa.

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