
O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos criticou duramente a tentativa da Apple de obter documentos da Samsung na Coreia do Sul no âmbito do processo por práticas monopolistas. A gigante tecnológica tentou recolher provas no estrangeiro para reforçar a sua defesa, mas as autoridades americanas acreditam que este passo foi dado demasiado tarde e não deve servir para adiar o julgamento. Conforme detalhado pelo 9to5Mac, o governo defende que o calendário de descoberta de provas tem de ser mantido sem novos prolongamentos.
Uma petição à escala global
A disputa começou quando a Apple solicitou à subsidiária norte-americana da Samsung uma série de registos que ajudariam a clarificar a competitividade no mercado de telemóveis e relógios inteligentes. A fabricante sul-coreana recusou-se a entregar os ficheiros, alegando que os mesmos estão na posse exclusiva da sua sede na Coreia do Sul. Perante este impasse, a marca da maçã recorreu à Convenção da Haia, um mecanismo internacional que permite a tribunais obter provas de entidades estrangeiras.
A empresa liderada por Tim Cook argumenta que estes documentos são cruciais para provar como os utilizadores trocam de plataforma e se as suas políticas têm, de facto, o impacto negativo alegado pela justiça. Caso o tribunal do New Jersey aprove o pedido, as autoridades sul-coreanas terão de decidir se executam a ordem, o que poderá levar a um processo jurídico complexo e moroso na Ásia.
O Departamento de Justiça recusa novos adiamentos
O principal ponto de discórdia para os advogados do governo americano é o tempo que a tecnológica demorou a agir. O DOJ sublinha que a empresa já sabia há nove meses da importância da rival sul-coreana para o caso e que seria provável que a maioria dos documentos estivesse na Coreia. No documento submetido ao tribunal, a justiça refere que esta demora não deve ser utilizada como pretexto para estender os prazos de recolha de provas ou adiar o trial.
Embora o governo não tenha tomado uma posição oficial sobre se o tribunal deve ou não emitir a carta de solicitação à Coreia do Sul, deixou claro que a fabricante deve assumir o risco de as provas não chegarem a tempo. A posição é firme: a complexidade da justiça internacional não pode servir para travar um processo que já está em marcha há vários meses.












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