
O município de Valongo, no distrito do Porto, conquistou o primeiro lugar no ranking global do Índice da Presença na Internet das Câmaras Municipais (IPIC25). A distinção, que avalia a qualidade e a eficácia da presença online de todas as autarquias portuguesas, foi apresentada em Guimarães, revelando os avanços e os desafios da governação eletrónica no país. Conforme avançado pela agência Lusa, este estudo bianual é promovido pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) em parceria com a Universidade do Minho e a Universidade das Nações Unidas.
Domínio de Valongo e destaques regionais
Valongo não só garantiu a liderança global, como também se destacou em critérios específicos como a atualização de conteúdos, facilidade de utilização e participação pública. No pódio geral, a câmara de Águeda assegurou a segunda posição, seguida de perto pelo município de Coimbra. A lista das dez autarquias com melhor desempenho inclui ainda nomes como Porto de Mós, Braga, Porto, Sabrosa, Murça, Cascais e Proença-a-Nova.
A análise deste ano aponta para uma estabilização da maturidade digital a nível nacional. Um dos dados mais encorajadores é a subida do valor mínimo registado, o que sugere que o fosso entre os municípios com melhor e pior desempenho está a diminuir. Existe agora uma maior uniformização nos patamares básicos de qualidade tecnológica nas plataformas das autarquias.
Avanços na participação e falhas nos pagamentos
Apesar dos progressos na descoberta de informação e na compatibilidade tecnológica, os investigadores identificaram áreas que continuam a marcar passo. Embora a autenticação dos utilizadores tenha registado melhorias significativas, a diversidade de meios de pagamento eletrónico para serviços municipais é descrita como quase inexistente. Além disso, a falta de acesso a áreas reservadas dificulta uma avaliação completa de muitos serviços prestados online.
No que toca à participação dos cidadãos, o índice atingiu o valor médio mais elevado desde 2016, muito graças à aposta nas redes sociais e na transparência de dados. Contudo, o IPIC25 alerta para a persistência de falhas na criação de espaços reais de discussão e na divulgação de processos participativos. Os especialistas defendem que o futuro da administração local passa por uma aposta mais forte em ferramentas que fomentem o envolvimento direto da comunidade através do ecossistema digital.
O estudo conclui que, para melhorar a acessibilidade e a inclusão, será fundamental a articulação com plataformas centrais como o portal governo.pt, garantindo que nenhum cidadão fica excluído da transição tecnológica em curso.












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