
O Pentágono oficializou novos acordos com várias empresas tecnológicas, incluindo a OpenAI, Google, Microsoft, Amazon, Nvidia, a xAI de Elon Musk e a startup Reflection. O objetivo é permitir a utilização das suas ferramentas de inteligência artificial em ambientes governamentais classificados, segundo o anúncio oficial divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Em sentido inverso, a Anthropic ficou de fora desta lista, tendo sido declarada como um risco para a cadeia de abastecimento.
As divergências sobre vigilância e armas autónomas
A exclusão da empresa surge após um período de tensão. Anteriormente, a tecnológica detinha um contrato de 200 milhões de dólares para lidar com materiais classificados do Pentágono. No entanto, a relação deteriorou-se quando a empresa se recusou a flexibilizar as suas regras rigorosas relativamente à vigilância interna em massa e ao desenvolvimento de armas totalmente autónomas.
Esta recusa resultou numa disputa que baniu os produtos da marca do governo federal, o que levou a empresa a processar o governo em resposta, tendo conseguido garantir uma providência cautelar temporária.
O papel do modelo Mythos na cibersegurança
Emil Michael, diretor de tecnologia do Departamento de Defesa, afirmou na sexta-feira que a empresa continua a representar um risco para a cadeia de abastecimento, mas descreveu o seu modelo de segurança Mythos como um momento de segurança nacional em separado. O responsável sublinhou a necessidade de fortalecer as redes governamentais, uma vez que este modelo possui capacidades muito particulares para encontrar vulnerabilidades informáticas e aplicar as respetivas correções.
A declaração do Pentágono clarifica que os acordos firmados com as sete empresas vão garantir a utilização operacional legal dos seus sistemas, com a ambição de estabelecer as forças militares dos Estados Unidos como uma força de combate focada na inteligência artificial. A decisão consolida as relações profundas que a Microsoft e a Amazon já mantinham com a defesa norte-americana, alargando os contratos a parceiros recentes como a Nvidia e a Reflection, e construindo sobre os acordos previamente delineados para a utilização dos sistemas da OpenAI e da xAI.












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