
O TikTok enfrenta uma fase de saturação de conteúdo, de acordo com o mais recente estudo global publicado pela Metricool. A análise feita a mais de 2,3 milhões de publicações revela que, embora o número de vídeos na plataforma tenha disparado 72%, as visualizações e interações caíram cerca de 31% face a 2025.
"A rede social está mais saturada do que há um ano, mas as oportunidades não desapareceram", explica Juan Pablo Tejela, CEO da plataforma de análise. O aumento da concorrência exige agora que os criadores e as marcas sejam mais estratégicos na produção de conteúdos para ativarem as suas comunidades. No TikTok, a quebra mais acentuada verificou-se nos comentários, que afundaram perto de 45%, num cenário onde a frequência de submissões de novos vídeos continua a bater recordes.
O formato de vídeo e o algoritmo dominam
Apesar da aposta noutros formatos ao longo do tempo, a aplicação continua a ser dominada de forma incontestável pelos vídeos. Estes geram cerca de cinco vezes mais visualizações e seis vezes mais interações quando comparados com publicações de imagens ou em formato carrossel. O ritmo de consumo é também bastante acelerado, visto que 96% do alcance e quase a totalidade das interações acontecem logo nos primeiros dez dias após o conteúdo ficar online.
A distribuição assenta pesadamente no algoritmo do separador Para Ti, responsável por 73% das visualizações totais. Isto significa que as recomendações dadas pelo sistema automático são o verdadeiro motor de crescimento, relegando a base estabelecida de seguidores para um plano secundário. O utilizador tem de perceber rapidamente a relevância de um vídeo para que o algoritmo o decida propagar com sucesso.
Estratégias para vencer a competitividade
Perante este cenário, elementos clássicos como as hashtags ganharam uma nova vida. O tráfego proveniente destas etiquetas cresceu 114% no último ano. Incluir pelo menos uma hashtag na descrição resulta num aumento de quase 5% nas visualizações e 9% nas interações. A interação direta também dá frutos práticos, já que os vídeos que incluem uma pergunta recebem mais 26% de comentários, enviando sinais claros de relevância à plataforma.
Mesmo com o abrandamento nas médias de desempenho por publicação, a rede continua a superar rivais de peso como o YouTube, Instagram, Facebook, X e Pinterest na taxa de crescimento global das contas. Cerca de 16,47% das contas conseguiram mesmo subir de escalão de seguidores no último ano e os perfis mais pequenos estão a tirar especial proveito das tendências. Os dados mostram que 44% das contas com menos de cem mil seguidores registaram um crescimento efetivo no período analisado.












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