
A Disney está a ser alvo de uma ação judicial coletiva devido à utilização de tecnologia de reconhecimento facial nos seus parques de diversões. Segundo avançou o The Hollywood Reporter, a empresa é acusada de não informar adequadamente os visitantes de que os seus rostos são digitalizados nas entradas da Disneyland e do California Adventure.
Privacidade dos visitantes em causa
A queixa, que exige uma indemnização de pelo menos cinco milhões de dólares (cerca de 4,6 milhões de euros), defende que o ónus dos direitos de privacidade não deve recair sobre as vítimas. Blake Yagman, o advogado que representa a classe de visitantes proposta, sublinha que as pessoas deveriam ter a opção de consentir expressamente, por escrito, a recolha desta informação sensível antes de entrarem nos recintos.
Dúvidas sobre a retenção de dados
Os sistemas de reconhecimento facial foram introduzidos nos dois parques em abril. A política oficial da marca indica que os dados adquiridos a partir destas plataformas são eliminados num prazo de 30 dias. No entanto, o processo contesta a precisão desta afirmação, levantando sérias dúvidas sobre a gestão da informação. A acusação argumenta que a prática real pode divergir das diretrizes anunciadas, uma vez que a informação biométrica recolhida nas entradas é comparada com as fotografias associadas no momento em que os visitantes compraram os seus bilhetes iniciais ou passes anuais.












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