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pessoa a usar VPN em desenho

A Europol, em conjunto com a Eurojust e várias autoridades europeias, encerrou a First VPN. Ao contrário das soluções convencionais, esta plataforma era um autêntico porto seguro para piratas informáticos. A operação, detalhada no comunicado oficial da Europol, deitou abaixo uma vasta infraestrutura de anonimato orientada para o crime e atividades ilícitas.

Batizada como Operation Saffron, a ação decorreu entre os dias 19 e 20 de maio de 2026 e resultou no bloqueio total da plataforma. Foram apreendidos vários domínios, como o 1vpns.com e ramificações na rede Tor, além do desmantelamento de 33 servidores espalhados por 27 países. A ferramenta promovia-se em fóruns de língua russa não para o utilizador que procura contornar bloqueios regionais na internet, mas sim para garantir pagamentos anónimos e proteção judicial a esquemas perigosos.

A armadilha montada aos piratas informáticos

O verdadeiro golpe das autoridades não foi apenas desligar as máquinas. Liderada por França e pelos Países Baixos, a investigação conseguiu infiltrar-se e aceder ao tráfego destes criminosos antes do encerramento oficial. Isto significa que quem achava estar protegido por esta VPN estava, na verdade, a ser monitorizado. Esta manobra permitiu recolher informações vitais sobre esquemas de ransomware, fraude e roubo de dados. Após a queda do serviço, os utilizadores receberam uma mensagem a alertar que tinham sido identificados.

First VPN website atualmente

A investigação começou em dezembro de 2021, após ataques repetidos a vítimas francesas, culminando na criação de uma equipa conjunta no final de 2023. A megaoperação contou com o apoio de 18 países, incluindo Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e várias nações europeias, além da colaboração ativa da Bitdefender.

O impacto das apreensões e o debate sobre a privacidade

O desmantelamento gerou 83 pacotes de inteligência policial e partilhou dados concretos sobre 506 utilizadores ativos, impulsionando pelo menos 21 investigações paralelas. Ao todo, estima-se que a plataforma tenha alojado mais de cinco mil contas desde a sua criação, um número impressionante para um serviço focado unicamente no mercado negro.

O caso volta a reacender a discussão europeia sobre o limite da privacidade online e a regulação destes serviços de encriptação. Embora a First VPN fosse claramente direcionada à criminalidade, prometendo ocultação de infraestrutura e recusa em cooperar com a justiça, levantam-se questões sobre a pressão que serviços legítimos poderão vir a sofrer. O cerco ao anonimato digital continua a apertar na Europa, numa altura em que se discute intensamente o uso destas mesmas ferramentas por menores para contornar restrições de idade nas redes sociais.

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