
O próximo portátil gaming da Lenovo, o Legion 7 15N1X11 equipado com o chip NVIDIA N1X, vai utilizar um carregador de 245W de potência. Esta configuração confirma que estamos perante uma nova abordagem para computadores de alto desempenho com arquitetura ARM e gráficos integrados, competindo diretamente com as soluções mais poderosas do mercado.
Nova arquitetura para o mercado gaming
A listagem do portátil indica a compatibilidade com um carregador Slim Tip de 20V e 12,25A, perfazendo os exatos 245W de capacidade. Este valor coloca a máquina numa classe energética comparável à de um computador portátil equipado com uma gráfica dedicada GeForce RTX 5070. Acima deste patamar ficam apenas as máquinas mais extremas que exigem até 400W, para suportar gráficas como a RTX 5080 ou 5090.
O aspeto revolucionário deste equipamento é a utilização de um SoC ARM com gráficos Blackwell integrados, distanciando-se do tradicional processador x86 associado a uma gráfica separada. O próprio nome de código do modelo, 15N1X11, utiliza a letra N para identificar a plataforma. Esta é a mesma lógica de identificação que a marca usa para distinguir processadores AMD, Intel e Qualcomm nos seus portáteis.
Desempenho massivo num formato integrado
Este novo processador partilha semelhanças com o chip GB10 Grace Blackwell, que já é utilizado nos sistemas DGX Spark. A documentação aponta para um processador ARM de 20 núcleos aliado a uma gráfica integrada com 48 SM, o que corresponde a 6144 núcleos CUDA, exatamente a mesma quantidade que encontramos numa gráfica RTX 5070 para computadores de secretária. Nos testes da plataforma Geekbench, o processador entregou um desempenho que rivaliza com um Ryzen 7 9800X3D.
Todo o sistema é suportado por 128 GB de memória RAM LPDDR5X unificada. Com um barramento de 256 bits, alcança uma impressionante largura de banda de 273 GB/s. Ao contrário do que acontece noutras soluções com memória partilhada, neste caso os chips de memória encontram-se soldados na placa principal do portátil. A apresentação oficial desta tecnologia vai acontecer no dia 1 de junho em Taiwan, durante o evento Computex.
Os obstáculos no sistema operativo
Apesar da capacidade do hardware, o formato esbarra nas restrições do sistema Windows on ARM. Embora a tecnologia Prism consiga emular perfeitamente grande parte dos programas tradicionais, o universo dos videojogos apresenta desafios maiores. Muitos títulos dependem de sistemas anti-fraude e proteções DRM complexas que ainda não se encontram adaptadas a esta arquitetura, o que inviabiliza a sua execução.
Estas limitações criam uma janela de oportunidade para o ecossistema Linux. Perante os obstáculos no sistema da Microsoft, muitos utilizadores poderão virar-se para distribuições orientadas para videojogos como o SteamOS, Bazzite ou CachyOS, procurando o ambiente ideal para extrair todo o potencial da máquina sem problemas de compatibilidade.












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