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população de uma cidade

Um grupo de investigadores apresentou uma previsão surpreendente sobre o destino da nossa espécie, sugerindo que o Homo sapiens poderá extinguir-se dentro de poucos séculos. Ao contrário de teses anteriores que apontavam para uma sobrevivência de milhares de anos, a investigação detalhada num recente estudo publicado no OSF Preprints indica que o colapso populacional impulsionado pela queda drástica da fertilidade global será o fator determinante para este desfecho.

O declínio vertiginoso da população mundial

As projeções dos cientistas baseiam-se em dados de fertilidade recolhidos entre 2019 e 2025 ao longo das cinco grandes regiões das Nações Unidas. Utilizando um método probabilístico com intervalos de confiança de 66%, os autores traçam um cenário onde a atual população de 8,1 mil milhões de pessoas deverá crescer ligeiramente, atingindo um pico entre 8,4 e 9,0 mil milhões até 2039.

No entanto, após esse período, a queda será acentuada. As estimativas apontam para uma redução drástica: entre 2,59 e 2,82 mil milhões no ano 2130, caindo para valores entre 51,53 e 72,11 milhões um século depois, em 2230. A trajetória descendente continua até que, entre 2280 e 2300, a população não ultrapassará a marca de um milhão de habitantes. Em 2415, restarão apenas entre 1058 e 1281 pessoas no planeta, momento que os investigadores consideram ser o ponto de extinção.

Fatores internos e o cronograma por continentes

A análise regional revela que a Ásia será o primeiro continente a ver a sua população desaparecer, no ano 2280, seguindo-se a Europa em 2295 e as Américas em 2300. África e Oceânia resistirão mais algum tempo, com o fim projetado para 2360 e 2415, respetivamente.

Os motivos que conduzem a este panorama afastam-se das tradicionais catástrofes externas, como as alterações climáticas ou a perda de habitat. Segundo a investigação, a humanidade caminha para o fim devido a circunstâncias estritamente internas. Entre os principais fatores encontram-se a escolha voluntária por ter menos filhos, os avanços na tecnologia contracetiva, o aumento da infertilidade em ambos os sexos, os elevados custos associados à educação e sustento de crianças, bem como o envelhecimento global de uma população que ultrapassa os seus anos reprodutivos.

Os investigadores salientam que a atividade humana é provavelmente a principal responsável por uma possível sexta extinção em massa de outras espécies no planeta, alertando que o nosso próprio declínio chegará demasiado tarde para prevenir essa devastação ecológica. Este trabalho vem assim reconfigurar a forma como olhamos para a nossa sobrevivência, apresentando o fim do ser humano não como um evento catastrófico e imediato provocado pelo exterior, mas sim como um processo natural e mensurável de colapso demográfico.

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