
A popular plataforma de comércio eletrónico Temu foi multada em 200 milhões de euros pela Comissão Europeia. A decisão surge após as autoridades concluírem que os consumidores têm uma probabilidade muito alta de encontrar artigos ilegais à venda no site, desrespeitando assim as regras da Lei dos Serviços Digitais (DSA).
Falhas na segurança infantil e eletrónica
O processo formal contra a plataforma começou em outubro de 2024, seguido de uma decisão preliminar em julho de 2025. A conclusão indicou que a empresa não faz o suficiente para afastar produtos perigosos do seu mercado de preços ultrabaixos. Durante a investigação, clientes mistério compraram carregadores para dispositivos eletrónicos, sendo que uma percentagem muito elevada chumbou nos testes básicos de segurança.
A situação afeta também outras categorias vitais. Diversos brinquedos para bebés revelaram riscos graves de segurança, ultrapassando os limites legais para certos produtos químicos ou apresentando perigos de asfixia para as crianças. A entidade europeia reportou que a empresa falhou em identificar e avaliar adequadamente o impacto prejudicial destes riscos sistémicos para os utilizadores.
Prazo para mudanças e o escrutínio à concorrência
A Temu tem agora até ao dia 26 de agosto para entregar um plano de ação detalhado, de forma a corrigir estas violações. Caso a plataforma não cumpra as exigências dentro do prazo estipulado, poderá enfrentar o pagamento de sanções periódicas adicionais.
Este tipo de escrutínio afeta também outras marcas gigantes do setor. A Shein, um retalhista rival com origem semelhante, enfrenta uma investigação paralela sobre produtos ilegais, depois de os reguladores franceses terem detetado listagens de produtos inadequados com aparência infantil na plataforma durante o ano passado.












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