
A cadeia de televisão norte-americana avançou com um processo judicial contra a startup de inteligência artificial Perplexity. A acusação foca-se na cópia literal de trabalhos jornalísticos e na oferta de acesso gratuito a conteúdos que normalmente exigem uma subscrição paga, levantando novas questões sobre os limites da recolha de dados online.
Segundo os documentos apresentados no tribunal de Nova Iorque na passada quinta-feira, e conforme noticiado pela própria CNN, a Perplexity tem ignorado os esforços implementados para bloquear os seus robôs de extração de texto. A queixa sublinha que o trabalho de reportagem, investigação, escrita e edição feito por humanos está a ser apropriado pelo motor de resposta inteligente sem qualquer tipo de permissão ou compensação financeira.
O fim de um acordo falhado
As tensões entre as duas entidades não são recentes. Em outubro de 2025, existiu uma tentativa de acordo para disponibilizar os conteúdos do canal de notícias através da subscrição Comet Plus da Perplexity. No entanto, as negociações colapsaram logo em novembro devido a divergências sobre os limites de utilização dos textos nas respostas geradas para os utilizadores.
Após a falha do acordo, a estação televisiva enviou uma carta a exigir a interrupção imediata do uso das suas marcas e artigos. De acordo com o processo, a startup não forneceu qualquer resposta a esta exigência, mantendo a sua atividade habitual de recolha de informação.
Uma lista crescente de processos judiciais
O caso agrava a pressão legal sobre a ferramenta de inteligência artificial, que se junta agora a uma vasta lista de queixosos no setor dos meios de comunicação. A lista de organizações que avançaram com processos por infração de direitos de autor inclui o The New York Times, a Encyclopedia Britannica, a Merriam-Webster e a News Corp, detentora do The Wall Street Journal. Além destas publicações, a startup enfrenta também batalhas legais movidas por plataformas de peso tecnológico como a Amazon e o Reddit.
Como prova das infrações, o processo exemplifica que basta introduzir o título de um artigo de investigação da cadeia televisiva no motor de pesquisa da Perplexity para obter de imediato uma cópia quase exata do texto original.
Em resposta a estas acusações, Jesse Dwyer, porta-voz da empresa de inteligência artificial, defendeu a posição tecnológica de forma sucinta, afirmando apenas que não é possível aplicar direitos de autor a factos. O desfecho deste novo caso procura estabelecer um bloqueio permanente à atividade alegadamente ilegal de extração de dados e exige o pagamento de indemnizações pelos danos causados.












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