
A equipa de desenvolvimento do Linux Mint revelou um conjunto de novidades e otimizações para a próxima atualização do sistema operativo, cujo lançamento é esperado perto da época do Natal. Segundo as informações detalhadas no blogue oficial do Linux Mint, esta versão trará melhorias significativas na gestão de ficheiros, na interface de utilizador e na segurança geral da plataforma.
O gestor de ficheiros Nemo vai ser um dos grandes beneficiados, prometendo um tempo de resposta mais rápido e um desempenho de navegação superior. Em conjunto com estas otimizações de base, a pesquisa interativa apresenta agora uma barra de pesquisa visível e persistente, que filtra os resultados de forma contínua sem obrigar os utilizadores a saltar entre diferentes itens.
Ferramenta nativa de captura e ajustes na interface
No que toca à experiência no ambiente de trabalho, o Cinnamon ganha uma nova ferramenta nativa para captura de ecrã. Esta adição permite gravar janelas específicas, com ou sem sombras, ou o ecrã completo, oferecendo ainda a possibilidade de selecionar monitores dedicados ou recortar a imagem antes de a guardar. Foram também realizados ajustes técnicos para melhorar a compatibilidade entre diferentes sistemas de decoração de janelas.
As caixas de diálogo do Cinnamon receberam mais flexibilidade, passando a flutuar sobre o resto do conteúdo sem bloquear o ecrã, e podendo ser arrastadas livremente. Acompanhando estas mudanças, os temas Mint-Y exibem agora cores refinadas, maior contraste no modo escuro e molduras arredondadas para manter a consistência com botões e caixas de seleção, adotando também ícones XSI nos diálogos GTK.
Reforço nas redes e correções vitais em documentos PDF
A modernização do sistema estende-se à conectividade, com o ambiente Linux a receber finalmente suporte para os protocolos de proteção WPA3 e OWE, garantindo ligações sem fios significativamente mais robustas.
No campo da segurança, a equipa destacou uma correção de extrema importância. A vulnerabilidade identificada como CVE-2026-46529 no leitor Xreader foi solucionada de forma definitiva. Esta falha crítica permitia a execução de código malicioso através de hiperligações, bastando que o utilizador clicasse numa área comprometida dentro de um documento PDF.












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