
A linha Galaxy Z Fold 7 teve uma excelente aceitação por parte do público, o que impulsionou de forma significativa as vendas da Samsung. Segundo um relatório da Smart Analytics Global, a empresa sul-coreana quase duplicou o envio dos seus equipamentos dobráveis no início de 2026, reduzindo substancialmente a margem que a separava da líder de mercado neste segmento.
Crescimento nas vendas e impacto global
De acordo com os dados partilhados pela consultora, a quota de mercado da fabricante no que respeita aos aparelhos enviados para as lojas subiu de 14% para 25%, comparando o primeiro trimestre de 2025 com o mesmo período do ano atual. O aumento em termos de receitas foi ainda mais notório, saltando de 16% para 31%.
Este avanço deveu-se não só à forte procura pelo Z Fold 7, mas também às campanhas promocionais em torno do Galaxy Z Flip 7 em mercados estratégicos como o Japão e a Coreia do Sul. O aumento dos subsídios por parte das operadoras na América do Norte e na Europa também contribuiu de forma decisiva para estes números.
Em contrapartida, a Huawei perdeu algum do seu espaço no mercado. Apesar de ainda manter o primeiro lugar na tabela global de dobráveis, a sua quota de envios desceu de forma acentuada, passando de 54% para 40%. Esta descida é justificada pela ausência de grandes lançamentos no período analisado e por uma concorrência muito mais agressiva no seu mercado natal, a China.
Novas forças no mercado de ecrãs flexíveis
Entretanto, outra marca chinesa ganhou destaque ao conseguir aumentar consideravelmente as suas vendas. A Honor registou um salto de 11% para 19% na sua quota global durante o trimestre, alavancada pelo sucesso do Magic V6 no mercado asiático. O crescimento da empresa fundamenta-se nas melhorias aplicadas à espessura dos seus equipamentos, no aumento da capacidade da bateria e na resistência reforçada das dobradiças.
A análise indica também que este segmento está prestes a passar por mudanças profundas. Embora o formato de ecrã grande com dobra vertical ainda represente 69% das vendas totais, a indústria já começou a transição para modelos com ecrãs exteriores mais largos e convencionais. Contudo, a maior alteração no panorama está prevista para o segundo semestre de 2026, com o lançamento do primeiro telemóvel dobrável da Apple, existindo a projeção de que a marca norte-americana consiga liderar o segmento de forma isolada até 2027.












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