
A nova atualização de firmware para as motherboards AM5 está a apresentar resultados impressionantes. De acordo com os testes partilhados no Chiphell, a versão AGESA 1.3.0.1b da AMD consegue diminuir significativamente as voltagens e as temperaturas de funcionamento nos processadores da linha Ryzen X3D, mantendo o mesmo nível de desempenho e permitindo a ativação do perfil EXPO ULL.
Melhorias na eficiência e redução de tensão
A grande novidade desta versão centra-se na gestão de energia. Nos testes realizados com um Ryzen 7 7800X3D instalado numa motherboard MSI MPG X670E Carbon e equipado com um kit de memória DDR5 a 6000 MT/s, as diferenças face às versões anteriores são notórias. A tensão do SoC, um parâmetro sensível que no passado exigiu muita atenção por parte dos fabricantes, desceu de 1,35V na versão 1.0.0.6 para apenas 1,24V com a nova atualização.
Esta descida estende-se a outros componentes críticos da comunicação do processador. O VDDIO passou de 1,43V para 1,26V, aliviando de forma expressiva o controlador responsável pela ligação à memória. Adicionalmente, as tensões associadas à própria memória DDR5 e ao VDDQ sofreram uma ligeira redução de 1,43V para 1,40V, o que se traduz num ambiente de funcionamento muito mais seguro para os utilizadores que pretendem usar perfis de memória rápidos.
Menos aquecimento com o mesmo desempenho
O impacto de todas estas otimizações reflete-se de forma direta e muito positiva nas temperaturas de operação. Durante os ensaios de estabilidade, a temperatura máxima do processador desceu cerca de dez graus, passando da casa dos 89 ºC nas antigas versões para os 78 ºC na atual, com a temperatura da água a manter-se constante entre os 30 e os 31 ºC. O consumo total do processador também registou uma quebra, baixando de 96 W para 93 W.
Apesar desta redução no consumo e nas voltagens, a performance geral do equipamento não sofre penalizações reais. Os testes efetuados no Cinebench R23 mostram que a pontuação se mantém sólida na ordem dos 18200 pontos. Existe apenas um aumento quase impercetível na latência da memória, que sobe cerca de 1 ns para os 60 ns, facto que é largamente compensado pelo aumento da frequência do FCLK de 2133 MHz para 2200 MHz, melhorando as velocidades de leitura e escrita. Contas feitas, esta atualização resolve as preocupações de longa data com o excesso de tensão e o aquecimento da plataforma AM5.












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