
A Midjourney, amplamente conhecida pelo seu programa de inteligência artificial focado na geração de imagens a partir de texto, surpreendeu o mercado tecnológico ao anunciar o seu mais recente projeto na área da saúde. Trata-se de um dispositivo médico capaz de realizar uma análise completa ao corpo humano em apenas 60 segundos. De acordo com os detalhes partilhados pela empresa no seu site oficial, a iniciativa afasta-se totalmente do portefólio habitual da marca, estando já planeada a criação de espaços de bem-estar próprios para acolher estas máquinas.
Conforme as informações publicadas pelo Crypto Briefing, a nova divisão Midjourney Medical terá este scanner como o seu primeiro produto de hardware, combinando a precisão de um exame de ressonância magnética com a conveniência de uma ida a um espaço de relaxamento.
Tecnologia de ultrassons na saúde
O funcionamento do equipamento assenta numa plataforma onde o utilizador se posiciona, sendo depois submergido em água a uma velocidade de cinco centímetros por segundo. O corpo atravessa um anel composto por meio milhão de pequenos quadrados, do tamanho de grãos de areia, concebidos para emitir ondas ultrassónicas e registar os ecos que ressaltam do organismo.
A marca compara este mecanismo à ecolocalização utilizada pelos golfinhos, criando um mapa tridimensional detalhado até à fração de milímetro. O grande objetivo é que este procedimento demore menos de um minuto, reduzindo drasticamente a hora ou hora e meia exigida habitualmente pelas ressonâncias magnéticas convencionais.
Parcerias e metas globais
Para o desenvolvimento deste projeto, a Midjourney celebrou um acordo de licenciamento com a Butterfly Network em novembro de 2025, garantindo os direitos exclusivos da sua tecnologia de ultrassons em chip. A liderança do hardware de consumo está a cargo de Ahmad Abbas, antigo colaborador da Apple que trabalhou no desenvolvimento do Vision Pro.
Nos próximos 12 meses, a empresa vai focar-se na otimização dos algoritmos e no design da segunda geração do aparelho. A abertura do primeiro espaço físico dedicado a estes exames está agendada para o próximo ano, em São Francisco, seguindo-se o processo de aprovação diagnóstica junto da FDA. Em 2028, a ambição passa por expandir o serviço a mais cidades e introduzir processadores dedicados para melhorar a qualidade das imagens. Até 2031, a meta estabelecida é alcançar as 50 000 unidades operacionais em todo o mundo.












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