
As recomendações de inteligência artificial estão a mudar a forma como os consumidores interagem com as empresas na internet, gerando um impacto direto no tráfego dos sites. De acordo com um relatório recente da Similarweb, as marcas que aparecem nas sugestões do ChatGPT têm uma probabilidade 2,5 vezes maior de receber uma visita no seu espaço digital no prazo de sete dias, em comparação com as marcas que não são mencionadas pela plataforma.
A análise sublinha que as ferramentas de inteligência artificial não estão a substituir as pesquisas tradicionais, mas sim a funcionar como um trampolim para que os utilizadores procurem mais informações nos motores de busca convencionais.
O comportamento dos utilizadores na pesquisa
Os dados revelam que o efeito de arrastamento destas recomendações é substancial. Entre os utilizadores que visitaram o site de uma marca após receberem uma indicação da inteligência artificial, 55,9% do tráfego foi gerado através de pesquisas diretas pelo nome da marca. Isto demonstra que, após a interação com o assistente, as pessoas recorrem aos motores de busca para aprofundar o conhecimento sobre o produto ou serviço sugerido.
Além disso, os consumidores que chegam a um site influenciados por uma pesquisa prévia na inteligência artificial demonstram um envolvimento muito superior. Este grupo de utilizadores navega, em média, por 12 páginas e permanece cerca de 11,8 minutos no site. Em contrapartida, os visitantes que chegam por outras vias registam uma média modesta de apenas 6,5 páginas visualizadas e um tempo de permanência de 5,6 minutes.
O impacto no SEO tradicional
Este ecossistema de interajuda entre as novas plataformas e os motores de busca tradicionais reforça a necessidade de as empresas manterem uma forte estratégia de otimização para motores de busca (SEO). Garantir o controlo dos resultados quando alguém pesquisa diretamente pelo nome de uma empresa é crucial para evitar que potenciais clientes sejam desviados por anúncios de concorrentes ou páginas de comparação.
Contudo, depender exclusivamente da visibilidade na inteligência artificial pode ser uma estratégia instável. O relatório aponta para dados recolhidos no início do ano pela SparkToro, com a colaboração do especialista Rand Fishkin, que indicam que as ferramentas digitais alteram com frequência as marcas sugeridas para uma mesma pergunta. Como as recomendações de produtos variam constantemente, a estabilidade do tráfego contínuo continua a depender da solidez dos canais de pesquisa tradicionais. Por enquanto, o estudo debruçou-se sobre a atividade em computadores no mercado norte-americano, cobrindo setores como finanças, viagens e cosmética, estando prevista a expansão da análise para o tráfego móvel e outras indústrias.












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