
Elon Musk veio a público rejeitar categoricamente as informações que apontavam para a criação de um telemóvel com foco em inteligência artificial por parte da SpaceX. Segundo um artigo publicado na quarta-feira pelo Wall Street Journal, a empresa mostrou um protótipo com formato de telemóvel a alguns investidores antes da sua oferta pública inicial realizada em junho. No entanto, o empresário garante que a notícia é completamente falsa.
Detalhes do protótipo e os planos para o setor móvel
A publicação original detalhou que o dispositivo apresentado seria mais fino do que um iPhone e funcionaria com um processador Snapdragon da Qualcomm. O equipamento teria ainda um sistema operativo próprio, suportado pelas funcionalidades de inteligência artificial da xAI. Paralelamente aos rumores do hardware, existem indicações sobre as intenções da empresa no setor das telecomunicações móveis.
Na semana passada, a diretora de operações da companhia, Gwynne Shotwell, referiu aos investidores que a empresa considera o lançamento de um serviço móvel nos Estados Unidos, desenhado para se ligar à rede de satélites Starlink. Os analistas de mercado especulam também sobre uma possível aquisição da operadora T-Mobile, numa fase em que a infraestrutura de satélites representa a única área de negócio verdadeiramente lucrativa da companhia espacial. Para os consumidores, a expansão dos serviços de satélite para o formato móvel tradicional seria um avanço prático significativo, eliminando zonas sem cobertura nas comunicações diárias.
A posição histórica sobre o lançamento de hardware
Esta não é a primeira vez que o responsável máximo aborda a possibilidade de entrar no mercado dos telemóveis. No ano passado, durante um evento na Pensilvânia, Musk afirmou que a ideia de criar um telemóvel o fazia ter vontade de morrer. Ainda assim, deixou uma ligeira margem ao notar que a empresa avançará com essa criação caso seja estritamente necessário, embora não seja o seu objetivo.
Em fevereiro, perante notícias semelhantes avançadas pela agência Reuters, a resposta seguiu o mesmo tom, reiterando que não existia desenvolvimento de qualquer telefone. A criação de um equipamento próprio implicaria competir num mercado global altamente saturado e dominado por marcas estabelecidas, o que exige avultados investimentos em linhas de produção e canais de distribuição que não justificam a estratégia imediata da entidade tecnológica.












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