
Os clones de telemóveis costumam destacar-se apenas pela aparência enganadora, mas um novo dispositivo proveniente da Coreia do Norte está a atrair atenções por motivos diferentes. Inspirado no design do topo de gama da Google, este equipamento, apelidado de "Pixel do Povo", oferece características que rivalizam com o modelo em que se baseia. Segundo um vídeo de análise publicado pelo canal fenibook, a imitação vai muito além da simples estética, entregando 16 GB de RAM e um sistema fotográfico formidável.
Visivelmente, o equipamento apresenta a icónica barra de câmaras a toda a largura e o painel traseiro fosco do Pixel 8 Pro original. O autor do vídeo notou ainda a existência de um logótipo norte-coreano na traseira, o qual foi ocultado durante a gravação.
Processador diferente com vantagens no aquecimento
No interior do dispositivo, a realidade afasta-se do Tensor G3 oficial. Este clone utiliza um chip MediaTek Dimensity 7050, que naturalmente não oferece o mesmo nível de desempenho em tarefas de inteligência artificial. Contudo, existe um benefício prático nesta troca técnica: durante testes rigorosos e sessões de jogos prolongadas, o telemóvel manteve temperaturas significativamente mais baixas do que o modelo verdadeiro da marca norte-americana, que não é propriamente conhecido por funcionar a frio.
Para acompanhar o processador, o fabricante incluiu uns impressionantes 16 GB de memória RAM — superando o limite de 12 GB onde muitos topos de gama ainda estagnam — a par de 256 GB de armazenamento interno. O ecrã mantém a fluidez exigida pelo mercado moderno ao suportar uma taxa de atualização de 120 Hz.
Surpresas na fotografia e software desbloqueado
O módulo de câmaras revela outra particularidade inesperada. O conjunto integra um sensor principal de 50 MP, uma lente grande angular de 50 MP, uma câmara periscópica também de 50 MP com zoom ótico de 3x, e uma câmara frontal de 32 MP para selfies. Na prática, o sensor periscópico consegue focar motivos em estilo macro a uma distância consideravelmente inferior à permitida pela lente equivalente do equipamento original.
Ao nível do software, a história assume contornos ainda mais raros. O dispositivo chega às mãos do utilizador com o bootloader desbloqueado de fábrica. Esta configuração técnica permite a instalação do sistema operativo original da linha Pixel e o acesso completo aos serviços da Google, contornando as restrições normais deste tipo de aparelhos.
Embora não ameace a posição do telemóvel autêntico em termos de suporte oficial ou capacidades de fotografia computacional, o equipamento demonstra que o mercado das cópias consegue, por vezes, embaraçar os modelos em que se inspira através de escolhas de hardware incomuns.












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