
A remoção do operador de regras MemberOf no Microsoft Entra ID vai acontecer a 3 de novembro de 2026. A alteração vai forçar equipas de gestão de identidades e acessos a reconstruir grupos dinâmicos, unidades administrativas e políticas de acesso que dependem de lógica de grupos aninhados.
Conforme detalhado no centro de mensagens da Microsoft sob o identificador MC1448379, qualquer configuração que utilize o operador MemberOf deixará definitivamente de ser processada em segundo plano na data indicada.
Impactos diretos e congelamento de dados
O operador MemberOf foi introduzido como ponte entre grupos de segurança aninhados do Active Directory local e grupos nativos na nuvem do Entra ID. As limitações de escala e problemas de desempenho impediram a passagem da fase de pré-visualização pública para a disponibilidade geral. A utilização de uma única regra MemberOf provoca atrasos de processamento em todo o ecossistema da organização, afetando grupos dinâmicos não relacionados.
Sem ação por parte dos administradores, os dados de pertença aos grupos ficarão congelados no último estado conhecido a partir de 3 de novembro de 2026. Esta estagnação resulta num acesso desatualizado a grupos do Microsoft 365, falhas na aplicação de regras de Acesso Condicional e desvios no licenciamento, onde utilizadores mantêm ou perdem licenças atribuídas indevidamente.
Alternativas e recomendações para administradores
As regras de pertença dinâmica do Entra ID não dispõem de uma substituição direta de 1:1 para a lógica de grupos aninhados. Para mitigar o impacto, as equipas de gestão de acessos devem realizar auditorias aos ambientes através do Microsoft Graph PowerShell ou da ferramenta de exportação do Entra Admin Center.
As regras existentes com lógica MemberOf precisam de ser reescritas para focar atributos diretos de utilizadores e dispositivos, ou convertidas para grupos com pertença estática antes do prazo fixado.
A decisão gerou reações negativas no Reddit, onde vários administradores referem que a alteração prejudica infraestruturas existentes. Entre as críticas, aponta-se que a empresa deveria ter resolvido o consumo excessivo de recursos do operador em vez de o eliminar por completo.












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