
Segundo dados oficiais divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) detetou 3,61 milhões de infrações durante os seus primeiros 10 anos de funcionamento. O sistema impôs uma média de 989 multas diárias desde a sua ativação em 2016, marcando a ferro e fogo o aperto à velocidade nas estradas do país.
A expansão da rede e abrandamento de infrações
O volume de autuações atingiu o valor mais elevado em 2023, ano em que as câmaras contabilizaram 671.709 infrações. Os registos mostram um alívio nos anos seguintes, com 477.297 ocorrências em 2024 e 418.783 ao longo de 2025. Até 1 de julho de 2026, a ANSR já tinha somado 163.951 viaturas apanhadas acima do limite legal estabelecido.
O parque atual do SINCRO cobre 123 pontos de fiscalização no território nacional, distribuídos por 100 equipamentos de registo instantâneo e 23 focados em valores médios. A entidade garante que todas as localizações estão devidamente sinalizadas e adianta que tem planeada a instalação de mais 12 locais com tecnologia de medição média — um sistema que avalia o tempo de travessia do condutor entre dois pórticos no mesmo troço.
Sinistralidade geral em contraciclo
Nos troços especificamente abrangidos por esta fiscalização desde 2016, a sinistralidade sofreu um travão agressivo. A autoridade rodoviária aponta para uma quebra de 23% nos embates com vítimas nos locais com radar. O impacto fez-se sentir de forma ainda mais pronunciada na redução de 71% de vítimas mortais, acompanhada por recuos de 38% nos feridos graves e 22% nas lesões ligeiras.
O cenário muda drasticamente de figura quando se analisa o panorama rodoviário nacional global de 2026. Os números provisórios indicam 89.763 acidentes desde o arranque do ano, o que representa um agravamento de cerca de seis mil ocorrências face ao mesmo período de 2025.
Esta tendência ascensional refletiu-se num balanço trágico mais pesado: 258 vítimas mortais (um aumento de 23 óbitos face ao ano anterior) e 1.728 feridos graves (um somatório de mais 87 pessoas). A única métrica em contração foi a dos feridos ligeiros, que desceu para os 25.846 casos, um corte de 475 sinistrados perante o ano transato.












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