
A operação portuguesa da DIGI alcançou uma faturação de 37,2 milhões de euros no primeiro semestre do ano, registando uma progressão de 5,33% face ao mesmo período do ano passado. De acordo com o mais recente relatório financeiro da Digi Communications, a operadora de telecomunicações encerrou os primeiros seis meses com aproximadamente 960 mil serviços ativos em território nacional, o que representa uma expansão homóloga de 21,7%.
No segundo trimestre, as receitas geradas em Portugal situaram-se nos 18,9 milhões de euros, assinalando um crescimento de 9,2% relativamente aos 17,3 milhões de euros contabilizados no segundo trimestre de 2025. O desempenho operacional no mercado português destacou-se pela contenção de encargos, tendo as despesas operacionais da atividade nacional caído para 52,4 milhões de euros no primeiro semestre — um recuo de 6,4 milhões de euros face aos 58,8 milhões de euros registados no período homólogo de 2025. No segundo trimestre isolado, os custos da operação nacional fixaram-se em 26,1 milhões de euros, comparando com os 32,4 milhões de euros de um ano antes.
Negócio móvel impulsiona crescimento dos serviços fixos e móveis
A subida do número de utilizadores em Portugal foi impulsionada maioritariamente pelo segmento móvel. Do total de 960 mil serviços ativos no país, 545 mil correspondem a ligações móveis, num aumento de 29,8% em termos homólogos.
Já o segmento de serviços fixos contabilizou 415 mil subscrições no final de junho. Dentro desta vertente fixa, o número de clientes de acesso a dados e internet de banda larga avançou 29,2%, somando 186 mil acessos.
Prejuízos globais do grupo contrastam com receitas consolidadas
Apesar da redução de custos operacionais em Portugal, o grupo de origem romena fechou os primeiros seis meses com um resultado líquido negativo consolidado de 45,92 milhões de euros. O valor contrasta com o lucro de 10,34 milhões de euros apurado no primeiro semestre de 2025. A trajetória de perdas acentuou-se no segundo trimestre, com o grupo a somar um prejuízo de 31,4 milhões de euros, que se segue aos 14,5 milhões de euros negativos registados nos três primeiros meses do ano.
No plano consolidado global, a Digi obteve receitas de 1.190 milhões de euros no semestre, com o EBITDA a fixar-se nos 411,7 milhões de euros. No conjunto das geografias onde opera, Portugal posicionou-se financeiramente à frente de mercados como Itália e Bélgica — que geraram em conjunto 17,8 milhões de euros —, mas permaneceu atrás das operações na Roménia e em Espanha, com faturações de 623,3 milhões de euros e 515 milhões de euros, respetivamente.












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