
A Direction Générale des Finances Publiques (DGFiP), a autoridade tributária de França, confirmou a ocorrência de um incidente informático que resultou na extração não autorizada de informações fiscais. A confirmação foi detalhada num comunicado oficial da Direction Générale des Finances Publiques (DGFiP), após um pirata informático ter alegado a posse de aproximadamente 2 milhões de registos.
As intrusões ocorreram durante os meses de junho e julho. O responsável, que atua sob o pseudónimo "ZeroBytes", publicou na passada quarta-feira uma listagem da base de dados roubada. O acesso foi obtido através de credenciais subtraídas a um funcionário da DGFiP e a uma entidade terceira autorizada, combinadas com uma técnica para contornar a autenticação multifator (MFA). O pirata informático afirmou ainda manter o acesso aos sistemas, oferecendo a sua venda.
O impacto da intrusão nos sistemas
A análise interna da autoridade revela um cenário diferente das alegações iniciais do atacante. A violação afeta um total de 678 mil indivíduos e profissionais. A plataforma de monitorização FrenchBreaches detalhou este número, apontando para cerca de 393 mil cidadãos individuais e 286 mil contas empresariais.
A informação acedida abrange elementos fiscais sensíveis, como o rendimento de referência, o quociente familiar, as taxas de retenção na fonte, nomes de empresas e os respetivos números SIREN. Os dados cadastrais, que incluem moradas e dimensões de propriedades, também foram expostos. A autoridade esclarece que contas de utilizador, identificações e palavras-passe não foram comprometidas na intrusão.
Resposta oficial e histórico de incidentes
A deteção destas atividades levou à suspensão imediata de todas as contas associadas ao ataque. A DGFiP implementou medidas adicionais de segurança, destacando-se o encerramento preventivo do acesso a sistemas de informação sensíveis, enquanto as investigações prosseguem para determinar a natureza exata e o volume da informação subtraída. A entidade planeia contactar diretamente todos os afetados no início da próxima semana, para especificar as informações comprometidas e indicar os passos preventivos a adotar.
Este incidente surge poucos meses após uma outra violação nos sistemas do Estado francês. Em fevereiro, piratas informáticos utilizaram credenciais governamentais comprometidas para aceder a informações ligadas a cerca de 1,2 milhões de contas bancárias na base de dados FICOBA. A DGFiP sublinha que não existe qualquer ligação conhecida entre os dois acontecimentos.












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