
A Microsoft começou finalmente a implementar uma nova funcionalidade para o Office, denominada "Startup Boost", que promete acelerar significativamente o tempo de arranque de aplicações como o Word, Excel e Outlook. A ideia, anunciada em março, é simples mas eficaz: pré-carregar componentes essenciais do Office em segundo plano assim que o Windows 10 ou 11 inicia. No entanto, o seu lançamento foi tudo menos linear, sofrendo atrasos e alterações importantes após críticas da comunidade.
O que é o Startup Boost e porque demorou a chegar?
O objetivo do Startup Boost é fazer com que, ao clicar num ícone do Word, por exemplo, a aplicação abra quase instantaneamente, uma vez que já se encontra "de prevenção" na memória do sistema. Contudo, a Microsoft esclareceu desde o início que a funcionalidade não seria para todos, exigindo um mínimo de 8 GB de RAM e 5 GB de espaço livre em disco para não impactar o desempenho geral do PC. Além disso, é automaticamente desativada quando o modo de Poupança de Energia está ativo.
Apesar de vir ativada por defeito, a sua desativação revelou um problema grave. Embora um utilizador pudesse desativar a tarefa no Agendador de Tarefas do Windows, o instalador do Office recriava-a automaticamente em cada atualização. Tendo em conta que o Office pode receber várias atualizações por mês, isto tornava-se um enorme foco de frustração para quem pretendesse desativar permanentemente o Startup Boost.
Inicialmente previsto para maio, o lançamento foi adiado para o período entre junho e setembro de 2025, tempo que a Microsoft aproveitou para refinar a implementação.
Microsoft ouviu as críticas: as melhorias na implementação
Felizmente, a empresa esteve atenta ao feedback. A alteração mais significativa é a introdução de uma nova política de grupo (Group Policy) que permite aos administradores de TI e sistemas desativar o Startup Boost de forma permanente, sem que esta decisão seja revertida após cada atualização do Office.
Mas as melhorias não ficaram por aqui. Foram feitos mais dois ajustes cruciais para tornar a funcionalidade mais inteligente e menos intrusiva:
O Startup Boost agora só funciona se o utilizador tiver aberto o Word recentemente. Se não o fizer, a funcionalidade desativa-se automaticamente.
Para evitar abrandamentos no arranque do PC, a tarefa já não é executada imediatamente após o login. Em vez disso, aguarda 10 minutos para garantir que o sistema está num estado estável e inativo.
Estas são melhorias consideráveis, especialmente para utilizadores que não usam as aplicações do Office com frequência e que, de outra forma, teriam recursos do sistema a ser consumidos desnecessariamente.
Uma funcionalidade... desativada por defeito?
Curiosamente, vários utilizadores descobriram que, nos seus PCs com a versão mais recente do Windows 11 (24H2) e do Office 365, a funcionalidade Startup Boost já se encontrava "Desativada" por defeito, em vez de estar no estado "Pronta". Esta observação, feita mesmo tendo o Word sido utilizado no dia anterior e com o modo de Poupança de Energia desligado, sugere uma anomalia ou, talvez, uma decisão de última hora da Microsoft de não ativar a funcionalidade para todos os utilizadores de imediato.
Como desativar manualmente o Office Startup Boost
Se pretender verificar o estado da funcionalidade ou desativá-la manualmente no seu sistema, pode fazê-lo através do Agendador de Tarefas do Windows. Siga estes passos:
Clique com o botão direito do rato no botão Iniciar e selecione "Gestão de Computadores" ou execute o comando compmgmt.msc.
Na consola de Gestão de Computadores, navegue até Ferramentas do Sistema > Agendador de Tarefas.
Expanda o menu para a seguinte localização: Biblioteca do Agendador de Tarefas > Microsoft > Office.
Clique com o botão direito do rato na tarefa Office StartUp Boost e selecione Desativar.
Faça o mesmo para a tarefa Office StartUp Boost Logon.
Para administradores, a informação oficial pode ser encontrada no portal Microsoft 365 Admin Center, sob o ID de mensagem MC1041470.