
Passaram apenas cinco anos desde o lançamento do revolucionário chip M1, mas o impacto da decisão da Apple em abandonar a Intel continua a fazer-se sentir de forma expressiva na indústria. A aposta no ecossistema Apple Silicon revelou-se certeira, com a empresa a consolidar uma ascensão meteórica no setor dos semicondutores e a aproximar-se perigosamente da quota de mercado de uma das suas principais rivais.
De acordo com os dados mais recentes da Mercury Research, partilhados por Jukanlosreve no X, a gigante de Cupertino já detém entre 18% e 19% do mercado global de computadores portáteis. Estes números colocam a marca da maçã praticamente lado a lado com a AMD, que mantém uma fatia de aproximadamente 21% a 22% do setor.
Intel perde terreno para a eficiência ARM
Enquanto as rivais celebram o crescimento, a Intel enfrenta um cenário de erosão constante da sua dominância histórica. Embora a fabricante continue a liderar confortavelmente com cerca de 60% do mercado de portáteis, a tendência é clara: a eficiência energética dos chips M4 da Apple e a forte competitividade dos processadores Ryzen estão a conquistar cada vez mais utilizadores.
Esta mudança de paradigma não se limita apenas aos computadores portáteis. No segmento de desktops, a penetração da arquitetura Apple Silicon já atingiu a marca dos 10%, um feito notável para uma tecnologia que, tradicionalmente, estava associada apenas a dispositivos móveis. A análise sugere que qualquer terreno perdido pela Intel está a ser rapidamente absorvido pela concorrência direta.
Um portfólio unificado e potente
A estratégia da Apple passa por oferecer soluções para todo o tipo de utilizadores, desde o consumidor casual até aos profissionais mais exigentes. Atualmente, o chip M4 básico marca presença no MacBook Air, oferecendo um equilíbrio entre performance e autonomia, enquanto as variantes M4 Pro e M4 Max elevam a fasquia no MacBook Pro com GPUs equipadas com um elevado número de núcleos.
Para quem procura o desempenho máximo em desktop, o M3 Ultra continua a ser a "joia da coroa" no Mac Studio, utilizando uma tecnologia que une dois chips num único encapsulamento. Esta diversificação de hardware, combinada com a integração vertical total com o macOS, permitiu aquela que é considerada a transição tecnológica mais rápida e bem-sucedida na história da computação pessoal.












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