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Tesla frente

A Tesla parece estar a implementar silenciosamente uma nova versão do seu computador de Condução Autónoma Total (FSD), com os proprietários dos novos Model Y a descobrirem que os seus veículos vêm equipados com o "Hardware 4.5", ou AI4.5, como é designado internamente.

Esta descoberta surgiu através de condutores que receberam as suas viaturas, fabricadas na fábrica de Fremont, no final de dezembro e durante este mês de janeiro. Ao inspecionarem os automóveis, encontraram um computador com a etiqueta "AP4.5" ou "AP45". Estas observações correspondem a um número de peça (2261336-02-A) que já tinha sido detetado anteriormente no Catálogo Eletrónico de Peças da Tesla, associado a um novo computador FSD. Como é habitual na marca de Elon Musk, não houve qualquer anúncio oficial sobre esta alteração.

A confirmação dos proprietários

Uma das primeiras confirmações públicas partiu de um proprietário de um Model Y, que partilhou os detalhes do seu veículo — um modelo AWD Premium de 2026, fabricado em Fremont e entregue em janeiro — na rede social X. Segundo o relato, o veículo inclui um novo alojamento para a câmara frontal, juntamente com o computador de Autopilot identificado como "AP45".

A confirmação foi feita puxando ligeiramente o revestimento superior do tapete, abaixo do porta-luvas do Model Y, local onde a unidade de processamento do FSD está instalada. Rapidamente, outros proprietários reportaram descobertas semelhantes.

Estas novidades captaram a atenção da comunidade de hackers da Tesla, nomeadamente do conhecido investigador de firmware "greentheonly", que já tinha detetado indícios de uma atualização de hardware no código da marca. Com base na análise do firmware, o novo computador HW4.5 poderá apresentar um design de três SoC (System-on-Chip), uma mudança significativa face à arquitetura de dois chips utilizada desde que o HW4 foi revelado em fevereiro de 2023.

O problema do atraso do AI5

Historicamente, os computadores FSD da Tesla utilizam dois chips idênticos a processar dados simultaneamente para garantir redundância: se um falhar, o outro assume o controlo. A introdução de um terceiro chip poderá servir para aumentar o poder de processamento, permitindo dividir redes neuronais maiores pelos vários chips, ou para reforçar a validação de segurança.

Este movimento espelha o salto discreto que a marca deu há alguns anos, do HW2.0 para o HW2.5, que adicionou um processador secundário para melhorar a fiabilidade sem grande alarido.

O momento desta atualização é particularmente revelador. A Tesla tem promovido o seu chip de próxima geração, o AI5, há mais de um ano. Musk prometeu inicialmente que este chegaria na segunda metade de 2025, com um desempenho dez vezes superior. Contudo, esse calendário derrapou significativamente. O chip AI5 foi adiado para meados de 2027, com apenas um número reduzido de unidades previsto para o final de 2026.

Isto criou um intervalo de, pelo menos, 18 meses entre a necessidade atual de mais poder de computação e a disponibilidade do AI5 em volume. O AI4.5 parece ser a resposta da Tesla a essa lacuna, garantindo que os veículos que saem agora da linha de produção não se tornam obsoletos de imediato, conforme partilhado pelo utilizador @Eric5un no X.

Para quem comprou recentemente um veículo com o hardware AI4, esta novidade levanta questões desconfortáveis. Embora Musk afirme que o hardware atual é capaz de suportar a condução autónoma não supervisionada, a verdade é que as redes neuronais da Tesla continuam a crescer em complexidade e exigência de memória, o que poderá colocar os sistemas mais antigos sob pressão.




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