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tesla no volante

Parece que o calendário de Elon Musk e o das autoridades reguladoras continuam desfasados, especialmente quando o tema é a condução autónoma. O CEO da Tesla voltou a fazer promessas ambiciosas sobre a chegada do sistema Full Self-Driving (FSD) ao mercado chinês, mas a imprensa estatal do país não demorou a colocar um travão nas expectativas, classificando as afirmações como falsas.

Durante a sua intervenção no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, a 22 de janeiro de 2026, Musk sugeriu que o sistema de condução supervisionada da marca poderia receber luz verde na China já no próximo mês. O executivo indicou que esta aprovação poderia coincidir com o calendário previsto para a Europa. No entanto, fontes fiáveis citadas pelo China Daily garantem que essa informação não corresponde à verdade, deitando por terra a iminência do lançamento.

Otimismo em Davos contra a realidade de Pequim

Esta não é a primeira vez que os rumores sobre a aprovação do FSD na China são desmentidos. Já em outubro de 2024, a mesma publicação estatal tinha refutado alegações semelhantes. Na altura, as fontes esclareceram que, embora o governo chinês apoie testes de certas funções de condução autónoma dentro dos quadros legais existentes, a aprovação regulatória completa ainda não tinha sido concedida.

O próprio plano original da Tesla apontava para a implementação do FSD na região durante o primeiro trimestre de 2025, um prazo que já foi ultrapassado. Informações internas indicam que o progresso não está a acontecer com a rapidez sugerida por Musk, uma vez que ainda decorrem avaliações exaustivas sobre a tecnologia de condução autónoma, segurança de dados, regulamentações legais e normas técnicas.

Dados e mapas continuam a ser o obstáculo

Os principais desafios para a implementação do sistema na China prendem-se com a recolha de informações geográficas básicas e a conformidade dos dados. Atualmente, a fabricante norte-americana depende de empresas chinesas autorizadas para realizar as atividades de mapeamento, cumprindo a rigorosa Lei de Topografia e Cartografia do país, que regula estas atividades para veículos inteligentes conectados.

Segundo fontes próximas do processo, conforme detalhado pelo CarNewsChina, Musk já tinha proposto anteriormente às autoridades o acesso direto a certos dados de vídeo não sensíveis para treinar o sistema de condução autónoma. No entanto, as equipas governamentais continuam a realizar avaliações abrangentes para garantir a total segurança desses dados antes de qualquer aprovação final.

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