
Um proprietário de um veículo da Tesla viveu um momento de pânico quando o seu automóvel, a utilizar o software de condução autónoma total, tentou conduzir diretamente para o interior de um lago. O momento foi captado em vídeo e rapidamente se tornou viral nas redes sociais, acumulando mais de um milhão de visualizações e relançando o debate sobre a segurança deste sistema.
Daniel Milligan, o condutor envolvido, partilhou as imagens no X por Daniel Milligan, onde identificou a marca e Ashok Elluswamy, o responsável pela IA do Autopilot. No vídeo, é possível ver o carro a desviar-se da rota segura em direção à água, obrigando a uma intervenção humana imediata para evitar o pior. A viatura estava a utilizar a versão 14.2.2.4 do software, uma das atualizações mais recentes distribuídas pela empresa.
Uma sequência de falhas graves e perigosas
Este incidente com o lago é apenas o mais recente numa lista preocupante de falhas graves que têm sido documentadas ao longo dos últimos meses. Em maio de 2025, um veículo da marca despistou-se subitamente e capotou, num acidente que o condutor afirmou ser impossível de evitar. Já em dezembro, durante uma transmissão em direto na China, um automóvel colidiu frontalmente com outra viatura após o sistema ter iniciado uma mudança de faixa para o sentido contrário.
A versão do software envolvida neste caso chegou aos utilizadores no final de janeiro de 2026. Embora a Tesla a tenha caracterizado como uma atualização de refinamento e polimento, focada numa melhor resolução da rede neuronal e na deteção de veículos de emergência, este episódio prova que ainda persistem comportamentos imprevisíveis em situações críticas. Atualmente, o acesso a esta tecnologia custa cerca de 92 euros mensais aos proprietários.
Autoridades federais apertam o cerco à Tesla
A pressão regulatória sobre a empresa de Elon Musk está a aumentar significativamente. Em outubro de 2025, a NHTSA lançou uma investigação abrangente que envolve 2,88 milhões de veículos, após ter associado 58 incidentes ao sistema de condução autónoma, resultando em 14 acidentes e 23 feridos. O foco das autoridades está em falhas fundamentais, como o desrespeito por semáforos vermelhos ou a invasão de faixas contrárias.
Além desta investigação, existe um outro inquérito sobre a demora da marca em reportar acidentes envolvendo o Autopilot e o FSD aos reguladores. Até ao momento, os registos apontam para mais de 50 mortes relacionadas com colisões onde estes sistemas de assistência estavam ativos. Entretanto, em Austin, o programa de Robotaxi sem supervisão continua a enfrentar desafios, demonstrando que o caminho para a autonomia total ainda tem muitos obstáculos por superar.












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