
Donald Trump apelou publicamente para que a plataforma de streaming afaste Susan Rice do seu conselho de administração, elevando a tensão entre figuras políticas e o setor do entretenimento. As críticas surgiram no seguimento de uma entrevista recente onde Rice sugeriu que as empresas que apoiaram Trump no passado poderão vir a enfrentar um escrutínio apertado nas próximas eleições.
As declarações que originaram a polémica
Durante uma participação no programa Stay Tuned with Preet, Susan Rice, que integra atualmente a direção da plataforma e ocupou cargos de destaque como Conselheira de Segurança Nacional e Conselheira de Política Interna dos Estados Unidos, afirmou que as entidades que se submeteram a Trump estão agora a perceber que a influência do antigo presidente está a diminuir.
Segundo Rice, as empresas que agiram por interesse próprio percebem agora que a figura política já não goza da mesma popularidade. A conselheira foi mais longe, alertando que as grandes corporações podem vir a ser alvo de uma "agenda de responsabilização" caso os Democratas vençam as eleições previstas para 2026 e 2028. Deixou ainda o aviso de que as empresas devem preservar documentos e preparar-se para possíveis intimações legais, mesmo que não tenham violado a lei.
A resposta feroz na rede social
A reação não se fez esperar. Donald Trump recorreu à sua plataforma no sábado para exigir que a empresa de streaming despeça imediatamente Susan Rice, sob pena de sofrer as consequências, conforme publicado na sua conta oficial da Truth Social. Na publicação, referiu que Rice não tem talento ou competências, apelidando-a de ser um mero "hack" político sem qualquer poder atual.
A publicação incluiu também uma captura de ecrã da comentadora política Laura Loomer, que criticou as declarações de Rice e associou o tema à potencial fusão com a Warner Bros. Loomer alegou que a união poderia criar um monopólio no mercado de streaming e dar aos Obamas uma influência desmedida sobre a distribuição de conteúdos, marcando o presidente da FCC, Brendan Carr, para exigir uma intervenção.
O impacto no negócio milionário do streaming
Toda esta controvérsia surge num momento delicado, em que a Netflix se prepara para fechar a aquisição dos negócios de cinema e streaming da Warner Bros. Discovery por 72 mil milhões de dólares, o que equivale a cerca de 66 mil milhões de euros. O negócio, que inclui franchises de peso como Harry Potter e Game of Thrones, bem como o serviço HBO Max, promete reconfigurar todo o panorama dos media nos Estados Unidos.
A operação já estava sob a mira dos reguladores por receios de posição dominante no mercado. Em paralelo, a Paramount Skydance continua na corrida para tentar adquirir a mesma empresa de entretenimento. Trump referiu que não se deve envolver nesta disputa específica, deixando o assunto nas mãos do Departamento de Justiça, mas o episódio evidencia como as grandes transações e fusões no mercado do entretenimento estão cada vez mais dependentes do clima político e da opinião pública, conforme detalhado na notícia avançada pelo The Hollywood Reporter.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!